segunda, 23 de julho de 2018

ELEIÇÕES

Termina em parte dos EUA votação crucial para Obama

2 NOV 2010Por g119h:37

A votação para escolher os parlamentares norte-americanos foi encerrada em estados da costa Leste do país às 18h (20h pelo horário de Brasília). E os resultados dos primeiros Estados já começaram a ser contados. Segundo as pesquisas de intenção de voto divulgadas até a céspera da eleição, o Partido Republicano, que faz oposição ao governo do presidente Barack Obama e que tem minoria na Câmara e no Senado, poderia passar a ser maioria nas duas casas do Congresso. A votação continua em partes do Oeste do país até as 23h (horário de Brasília).

As pesquisas de intenção de voto indicavam que o Partido Republicano retomaria muito espaço no Congresso dos Estados Unidos na eleição desta terça-feira (2), mas a boca-de-urna divulgada pela rede de TV CNN mostra que os eleitores estão insatisfeitos com os dois partidos.

Segundo a pesquisa, 53% dos americanos não estão felizes com os democratas e um percentual semelhante não apoia os republicanos. A boca-de-urna indica que 43% dos eleitores têm uma opinião positiva sobre os democratas e 41% apoiam os republicanos.

Segundo a boca-de-urna divulgada, a economia foi o principal assunto que motivou o voto dos eleitores dos Estados Unidos. Para 62% dos eleitores, a preocupação com a economia e o desemprego de quase 10% foi o principal tema da eleição. Em segundo lugar estava o sistema de saúde pública (19%), a imigração ilegal (8%) e a Guerra do Afeganistão (7%).

Equilíbrio
Hoje, os democratas têm 255 representantes contra 178, com duas vagas em aberto, e controlam o Senado por 59 a 41.

Analistas apostam em um Congresso dividido -com os republicanos conseguindo os 218 assentos necessários para ganhar a maioria- e os democratas mantendo o controle do Senado, ainda que com margem menor.

Isso significa que os republicanos na Câmara de Representantes poderiam aprovar legislação sem apoio dos democratas. Mas a agenda republicana seria barrada no Senado, o que criaria um impasse, ou obrigaria os dois partidos a chegarem a um acordo.

Caso ocorra o impasse, só seriam aprovadas as leis absolutamente necessárias para manter o governo funcionando e as medidas que contassem com o apoio dos dois partidos -como a prorrogação dos cortes de impostos implementados ainda durante o governo de George W. Bush.

Os republicanos prometeram que, em caso de vitória, pretendem revogar a reforma da saúde, um triunfo pessoal de Obama no Congresso, e cortar drasticamente o orçamento para reduzir o déficit público, o maior em décadas.

Obama deve dar entrevista sobre as eleições nesta quarta-feira, às 13h de Washington (15h do horário brasileiro de verão).

Obama
O presidente Barack Obama manteve um forte ritmo de campanha eleitoral e entrevistas a várias estações de rádio no país com a advertência de que seu projeto político "corria perigo" se os republicanos levassem a melhor no pleito legislativo. "Temos que continuar para frente, e por isso preciso que as pessoas votem hoje", disse Obama durante um programa matutino da estação de rádio "KPWR", de Los Angeles.

Nas últimas semanas, Obama realizou muitas viagens para apoiar candidatos democratas, com pleno conhecimento de que, segundo as últimas pesquisas, os republicanos têm possibilidade de recuperar a maioria na Câmara de Representantes e várias cadeiras no Senado.

Obama reconheceu a frustração dos eleitores com a lenta recuperação econômica, mas reiterou que o país não pode retornar às políticas do passado. "Sei que as coisas ainda estão difíceis, mas finalmente temos crescimento do número de empregos... tudo estará em risco se o povo não votar hoje", advertiu o líder à estação "KVEG", de Las Vegas.

Obama dará uma entrevista coletiva na Casa Branca na quarta-feira (3) para analisar os resultados do pleito e seu impacto em sua agenda doméstica e internacional.

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