quarta, 18 de julho de 2018

Tereré vai se tornar patrimônio imaterial de MS

6 AGO 2010Por 20h:00
     

O "Tereré de Ponta Porã" vai se tornar Bem do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso do Sul. A bebida de consumo comum em todo o Estado e que tem relação histórica com a cidade fronteiriça em função do ciclo da erva-mate está prestes a ganhar o status de bem cultural. O Conselho Estadual de Cultura (CEC/MS) deu parecer favorável e cumpriu a formalização de publicar essa decisão em Diário Oficial. A publicação foi feita nesta sexta-feira (6) e após 15 dias de prazo para manifestações, o registro poder ser oficializado, através de decreto assinado pelo governador do Estado.

O pedido de registro ao conselho foi feito em 2008 pela Prefeitura de Ponta Porã. Depois de uma série de levantamentos de documentação, foi reconhecido que a bebida refrescante feita com a infusão da erva-mate consumida com água, sucos, hortelã, ou limão é a mais tradicional do município. Seu consumo remonta ao passado, ao surgimento das comunidades de Ponta Porã, no Brasil, e de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que floresceram com o "ciclo da erva-mate". A ligação estreita com a cultura dessa erva rendeu à cidade sul-mato-grossense o apelido de "Princesinha dos Ervais".

A presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Neusa Narico Arashiro, explica que o "Tereré de Ponta Porã" se enquadra no que prevê a lei 3.522, de 30 de maio de 2008, que dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso do Sul. Nesse instrumento legal estão previstos o tombamento (para bens materiais) e os registros, para os bens imateriais. Para essa segunda categoria, existem o Livro de Registro das Celebrações, o Livro de Registro das Formas de Expressão, o Livro de Registros dos Lugares, e o Livro de Registros dos Saberes ? no qual será inscrito o tereré.

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