Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

GOVERNO

Temer chama PT e PMDB para conversar e minimiza formação de 'blocão'

17 NOV 2010Por FOLHA ONLINE14h:04

O presidente da Câmara e vice-presidente da República eleito, Michel Temer (PMDB-SP), foi designado por Dilma Rousseff (PT) para tentar acalmar os ânimos entre PT e PMDB no Congresso.

Um dia depois de o PMDB anunciar a formação de um bloco com mais quatro partidos, Temer convocou o líder do partido Henrique Eduardo Alves (RN) e o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) para uma reunião conjunta. No encontro na manhã desta quarta-feira, o vice eleito pediu para que os dois dessem um jeito de acabar com "o tiroteio entre as legendas".

Após o encontro, Temer tentou minimizar a formação do bloco. "O PMDB e o PT estarão juntos em todas as hipóteses, seja na Câmara, seja no governo. Não há divergência nenhuma. O bloco é apenas uma intenção, que só será formalizado no início da nova legislatura [em fevereiro]", afirmou.

Temer negou que tenha conversado sobre o assunto durante o café com Dilma na manhã de hoje. "Ela não manifestou preocupação sobre isso. A questão do bloco não tem tanta relevância", disse.

Ao sair da reunião, Henrique Eduardo Alves disse que a formação do bloco é apenas o "embrião de uma ideia, que pode ser muito maior". O deputado, no entanto, continuou reafirmando que o PMDB tem que ser respeitado na composição do governo. "Ninguém foi mais importante do que o outro na eleição de Dilma. Apenas queremos que todos se respeitem. Daqui a pouco vão tirar o PMDB do governo" .

Vaccarezza reafirmou que o PT não deve ingressar no bloco, que pode contar com até 202 deputados. Até agora, PR, PTB e PSC confirmaram o acordo com o PMDB. O PP, que tem encontro marcado para esta tarde com o PMDB, ainda é dúvida. Ele foi anunciado como participante, mas depois de conversar com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o líder João Pizzolatti (PP-SC) recuou.

O objetivo da formação do bloco tem dois principais objetivos. Primeiro conseguir mais espaço na composição do governo de Dilma Rousseff e também ganhar força na escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado.

Leia Também