Segunda, 11 de Dezembro de 2017

Técnico do Catar foi obrigado a votar em C. Ronaldo: ''Para limpar o nome de Blatter''

15 JAN 2014Por epocanegocios06h:00

Mais uma polêmica envolvendo o Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, veio à tona nesta terça-feira (14/01). Depois da cerimônia da Bola de Ouro, na última segunda (13/01), o técnico da seleção catariana, Al Zarra Fahad, teria recebido um pedido pessoal do presidente da federação do país, Hamad Bin Khalifa Bin Ahmed Al-Thani, para votar no português Cristiano Ronaldo.

“Eu recebi a ordem do meu presidente e me disseram para votar em Cristiano Ronaldo para limpar o nome de Blatter, como um agradecimento por trazer a Copa do Mundo para cá”, teria dito Al Zarraa Fahad, em declaração divulgada pelo site da ESPN internacional. Independentemente da polêmica, o treinador frisou que seu voto original era mesmo para que o português fosse eleito o melhor do mundo.

Blatter e Ronaldo se envolveram em polêmica no fim do ano passado, quando o dirigente da Fifa deu uma palestra em uma universidade inglesa, na qual fazia piada com o estilo “comandante” do português, que, por sua vez, reprovou as declarações. O suíço ainda admitiu sua preferência por Lionel Messi, que também concorria ao prêmio esta semana. O argentino ficou na segunda colocação, à frente do francês Franck Ribéry.

O torneio no Catar tem sido alvo de críticas em função da temperatura do no verão local – que pode chegar a 50ºC – além das condições de trabalho no país árabe. Segundo o jornal inglês The Guardian, os imigrantes que trabalham na organização do mundial vivem em condições semelhantes à escravidão. Outro ponto bastante criticado por sindicatos ao redor do mundo é o regime Kafala, no qual cabe ao patrão a função de autorizar ou não a saída do empregado do país.

Em janeiro do ano passado, a revista France Football (que organiza a Bola de Ouro em parceria com a Fifa) acusou as autoridades catarianas de comprar a Copa de 2022, revelando um esquema de interesse e influência política que envolveria o governo francês, o Paris Saint-Germain e até os presidentes da UEFA, Michel Platini, da Conmebol, Nicolás Leoz, e o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

Leia Também