segunda, 16 de julho de 2018

artes cênicas

Teatro para todo lado

24 NOV 2010Por OSCAR ROCHA00h:00

De hoje até domingo, Campo Grande respira artes cênicas por ruas e espaços especialmente montados para a prática teatral. Dois eventos com perfis diferentes possibilitarão momentos de lazer e reflexão para o público local. Hoje, tem início o VIII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, que em edições anteriores aconteceram em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Branco, Porto Alegre – há anos que acontece mais de uma edição.

A rede surgiu com intenção de trocas de experiências entre grupos que produzem espetáculos especialmente para serem apresentados nas ruas. “A rede surgiu de forma virtual e foi crescendo nos últimos anos como espaço para discussão, troca de experiências e apresentações”, explica Anderson Lima, do Grupo Flor Espinho.  Além deste, outros grupos locais participam da rede – Mercado Cênico, Imaginário Maracangalha, Circo do Mato e Teatral Grupo de Risco – e farão apresentações.

A maratona começa hoje, às 16h, com caminhada artística pelas principais ruas do centro, contando com a participação de integrantes dos grupos. Ainda estão previstas participações de convidados de outros estados – Núcleo Pavanelli (São Paulo), Grupo Mamulengo da Folia (Pernambuco) e Grupo Tibanaré (Mato Grosso). “Os debates entre os participantes serão um dos pontos altos do evento. Atualmente, o teatro de rua é produzido de várias maneiras, explorando diversos espaços urbanos. Há aquele teatro de  forma tradicional, a roda com o pessoal em volta, mas há a representação em prédios e outros locais. Também discutiremos o fechamento de alguns espaços públicos para apresentações, como praças ou mesmo ruas”, aponta Anderson. A programação completa pode ser acessada  por rbtrms.blogspot.com.

Objetos
Amanhã, às 16h, inicia-se outro evento destacando artes cênicas. Trata-se do Festival Internacional de Teatro de Objetos, com extensa programação até o domingo. “O teatro de objetos ainda não encontra tanta disseminação no Brasil, mas a potencialidade por aqui é muito grande, já que o aspecto lúdico dos nossos artistas, assim como do próprio público, é grande”, explica a idealizadora e curadora do festival, Lina Rosa Vieira.

Estarão na Capital grupos que utilizam objetos como material de construção cênica, originários de várias partes da Europa e Oriente Médio, sem contar os grupos brasileiros. O festival teve a primeira edição em 2009, em Belo Horizonte. Este ano também aconteceu em Porto Alegre, Manaus e Florianópolis. A capital sul-mato-grossense é a penúltima cidade a receber o evento em 2010 – ele segue para Brasília. “O teatro de objetos recebeu esse nome na França, mas a prática dele é grande na França e Espanha. Os primeiros trabalhos começaram a aparecer na década de 1970”, explica a curadora. Uma de suas preocupações na curadoria foi de apresentar espetáculos que contemplassem público infantil e adulto, além de mostrar as várias possibilidades que esse tipo de arte pode apresentar.

O público poderá assistir às performances mais tradicionais do segmento com o Vélo Théâtre (França) até os mais contemporâneos, como da Meital Raz (Israel). A programação acontece no Pavilhão Albano Franco, onde foram montadas diversas salas de apresentações. Além destes espaços, ainda haverá instalações nas áreas de acesso, com isso, o público poderá conhecer o teatro de objeto mesmo  antes de entrar nas salas.

No sábado, às 21h30min, está previsto o show do músico Tom Zé. “No caso do festival, serão várias interações com os objetos, não somente do teatro. Haverá interação com a música, cinema, artes visuais, entre outros”, anuncia a curadora. A entrada é franca e terá que ser retirada meia hora antes do início de cada espetáculo. A promoção é do Sesi e Fiems. Outras informações pelo site www.fitofestival.com.br.

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