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sábado, 23 de fevereiro de 2019 - 18h08min

Taxa de crescimento vai estabilizar em 2,5%

1 AGO 10 - 21h:17
Ricardo Leopoldo (AE)

O crescimento do País avançou de forma excessiva de janeiro a março, com uma alta de 11,24% em termos anualizados, e deve apresentar uma taxa bem menor entre abril e junho, ao redor de 2,5%, na mesma base de comparação, segundo economistas ouvidos pela Agência Estado. Para eles, a perspectiva de acomodação do crescimento do País deve continuar no segundo semestre, pois estimam que a expansão do Brasil deve ficar muito perto do seu potencial, entre 4% e 4,5%. A desaceleração deve ajudar a conter pressões excessivas de alta da inflação no decorrer do ano, o que ajuda a reduzir a intensidade da alta dos juros. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das projeções da taxa Selic para o final do ano caiu de 12% para 11,75%.
Depois de o País ter crescido 2,7% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, o economista do JP Morgan, Júlio Callegari, estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter avançado 0,6% no segundo trimestre, uma alta de 2,6% em termos anualizados. Esse desaquecimento foi motivado, basicamente, pela antecipação de consumo no primeiro trimestre de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, causados pelo fim dos incentivos fiscais concedidos pelo governo.”Quem comprou o carro ou a geladeira no começo de 2010, não vai fazê-lo de novo no decorrer do ano, até porque compromete uma parte significativa da renda”, reforça o economista-chefe da LCA, Braulio Borges.
Para o terceiro e quarto trimestres, Callegari projeta uma alta do PIB ao redor de 1%, na margem, o que significa uma elevação bem perto de sua estimativa do PIB potencial, que está próxima a 4%. “No final do ano, devemos verificar que a economia no segundo semestre entrou numa rota de expansão bem mais sustentável”, comentou. De acordo com Borges, o País cresceu 0,7% de abril a junho, ante o trimestre anterior, e deve avançar 0,5% entre julho e setembro e apresentar uma alta de 1% de outubro a dezembro.
Segundo o estrategista do WestLB, Roberto Padovani, além da antecipação do consumo no primeiro trimestre, outro fator pode explicar a desaceleração do nível de atividade. Ele se refere à velocidade de recuperação da economia global, o que tende a reduzir os preços de produtos comercializáveis fabricados no exterior e deve contrabalançar eventuais pressões de alta de serviços. O mundo deve ter crescido 3,6% no primeiro trimestre deste ano, em termos anualizados, mas recuou para uma alta de 2,8% no terceiro trimestre na mesma base de comparação, argumenta.
“A perspectiva mais favorável para a inflação corrente deve reduzir as expectativas de mercado relativas ao IPCA (para 2011), o que ajuda o BC a testar para baixo a taxa nominal de juros de equilíbrio”, comentou Padovani. Ele estima que o PIB avançou 0,5% no segundo trimestre, na margem, subiu para 0,7% entre julho e setembro e deve fechar os últimos três meses do ano em 1,1%, o que deve levar o País a registrar uma expansão de 6,5% em 2010. O especialista espera que o Brasil deva avançar 4,5% em 2011.
Para Juan Jensen, sócio da Tendências Consultoria, o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre, deve subir para 1,2% entre julho e setembro e avançar 0,8% nos últimos três meses de 2010. Ele acredita que o País crescerá 6,6% neste ano e aponta que o BC adotou uma decisão precipitada ao reduzir o ritmo do aperto monetário na semana passada. “A economia apresenta um aquecimento razoável e há uma possibilidade de que o mercado de trabalho aquecido possa continuar elevando os preços, especialmente de serviços”, comentou.
Na avaliação de Borges, contudo, o aumento dos salários em nível nacional não deve ser um fator de preocupação em 2010, pois, consegue ser inferior ao avanço da produtividade total de fatores da economia. A LCA construiu um índice que mede a variação da produtividade sobre o custo da mão de obra, com base em dados da Pesquisa Mensal de Emprego. Ele estima que o índice deve apresentar um avanço de 0,1% no terceiro trimestre, mas deve recuar 0,3% de outubro a dezembro. A LCA acredita que o IPCA deve fechar o ano em 5,1% e atingir 4,6% em 2011.
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