Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Tática: Polícia usou fotos de Isabella morta para forçar confissão

20 ABR 2008Por 10h:00
     

        Uma das estratégias utilizadas pela polícia durante o interrogatório de Alexandre Nardoni, 29 anos, foi tentar abalar emocionalmente o pai de Isabella, 5 anos, morta no dia 29 de março. Para isso, utilizaram um álbum de fotografias da menina.

        De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a polícia mostrou um álbum de fotos da criança. As primeiras imagens que apareciam eram de Isabella bebê. Neste álbum, haviam diversas etapas da vida da menina e terminava com a imagem dela morta no IML. Segundo os policiais, esta tática não assegurou uma confissão, mas apenas arrancou lágrimas de Nardoni, único momento em que chorou nas quase oito horas que durou seu depoimento. O pai manteve a versão de que alguém entrou em seu apartamento e atirou Isabella pela janela.

        As fotos também foram mostradas para a estudante Anna Carolina Jatobá, 24 anos, durante seu depoimento. A madrasta, assim como o pai, manteve também a versão de que alguém, que ela não sabe, atirou a menina pela janela.

        Parte das fotos foi cedida pela mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira. Esta tática de interrogatório, segundo o professor de direito penal do Mackenzie, Guaracy Moreira Filho, é totalmente aceitável. "Mostrar fotografia não seria uma forma de pressão ou arbitrária. É um método de sensibilizar o indiciado para que ele responsa às perguntas.

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