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Tapetes de material reaproveitado têm apelo ecológico

Tapetes de material reaproveitado têm apelo ecológico
12/02/2014 00:00 - Terra


Para que tapete persa ou de arraiolo? Peças com fibras naturais (como bambu, juta, lã e palha de bananeira) ou feitas a partir de material reaproveitado podem ser mais ecológicos e dar um toque original aos ambientes. Incentivam, no primeiro caso, a produção de pequenas comunidades e, no segundo, a reciclagem.

A Vitrine, marca da rede paulista Casa Fortaleza, tem uma linha dedicada aos materiais e técnicas brasileiras. “A linha Tapetes do Brasil foi concebida, essencialmente, com fibras naturais e artesanato proveniente de associações de várias regiões, como Bahia, Rio Grande dos Sul e São Paulo, que trabalham manualmente a fibra da banana e do sisal”, explica o diretor comercial, Marcílio Marques.

O tapete de palha de bananeira, por exemplo, aproveita o caule da planta – geralmente descartado sempre que se colhe um cacho da fruta.

Aproveitar também é palavra-chave na obra da tecelã Claudia Araujo, que confecciona peças com fibras de PET provenientes de garrafas usadas. “O PET é uma fibra semelhante ao poliéster, que se adaptava bem às exigências do mercado para um tapete durável, de fácil manutenção, sustentável e de toque agradável”, afirma.

As garrafas passam por um longo processo de higienização e derretimento até se transformarem num filamento mais fino que um fio de cabelo. A partir daí, as fibras vão para o tear manual. Os tapetes podem ser exclusivamente de PET ou vir misturados ao algodão. A produção, segundo, Claudia, é de um 1 m² de trama por dia.

Outro material reaproveitado é a lona – tanto a tradicional, de caminhão, como a militar. Segundo Tatiana Gabriel, diretora de marketing da JRJ Tecidos, são usadas lonas de algodão puro no transporte da carga agrícola no Brasil. “A carga é viva e precisa respirar”, comenta.

A vida útil desse material varia entre três e cinco anos. Após esse período, ele é comprado dos caminhoneiros e transformado em tapete. “Compramos a lona velha, usada e suja. O produto é lavado e desinfetado. Cada peça vem com muita história, um tipo de escrito, um remendo e manchas de óleo da estrada. Tudo isso a gente mantém, porque é história e confere um aspecto único ao produto”, afirma Tatiana. “Vira um produto totalmente novo.”

Esse tipo é valorizado em outros países, como os Estados Unidos, e, portanto, muito exportado. A lona de caminhão também é usada na fabricação de cúpulas de abajur, sofás, pufes e até tênis.

A lona militar faz o caminho inverso: é importada (da Índia). Sem ser tingida, é lavada e cortada em quadrados ou retângulos, de acordo com a peça a ser confeccionada. Os tapetes são costurados à mão, inclusive quando a decisão é transformar as peças em patchwork, com vários retalhos do tecido.

Além de poder ser misturado à fibra de PET, o algodão aparece como componente único em muitas peças. A JRJ tecidos tem até um modelo fabricado a partir das sobras da malha de algodão. A peça fica com um aspecto rústico que combina bem com bordados artesanais.

A marca Vitrine, por sua vez, reaproveita fragmentos de antigos tapetes orientais. “Na coleção Patchwork pegamos tapetes já usados, fazemos retalhos e costuramos uns aos outros. Todo o processo é feito à mão. São usados dois tapetes para fazer uma peça, que recebe tingimento. A graça é ter esse efeito antigo”, diz Marques.

Felpuda


As várias e várias mensagens que vêm sendo trocadas em grupos fechados, e para poucos, são de que algumas alianças poderão acontecer, mas mediante a troca de comando em alguns órgãos importantes. Seriam entendimentos para atender siglas de matizes bem diversos que vêm tentando criar dificuldades para vender facilidades. Se as negociações forem concretizadas, tornarão os caminhos sem muitas barreiras. A conferir.