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Bin Laden

Taleban paquistanês ameaça vingar morte

2 MAI 2011Por 24 Horas News10h:05

O Movimento Taleban do Paquistão, braço do grupo radical islâmico no país, prometeu nesta segunda-feira vingar a morte do líder da aliada rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden. O grupo ameaçou atacar alvos americanos e do governo paquistanês.

Bin Laden foi morto neste domingo em uma operação militar dos Estados Unidos que levou cerca de 40 minutos. O líder terrorista foi atacado dentro de seu refúgio, uma mansão em um complexo na cidade de Abbottabad, a apenas 70 km da capital paquistanesa, Islamabad.

O Taleban ameaçou atacar os líderes do governo paquistanês, incluindo presidente Asif Ali Zardari, além do Exército paquistanês e os EUA.

"Agora os comandantes paquistaneses, o presidente Zardari e o Exército serão nossos primeiros alvos. A América vai ser nosso segundo alvo", disse Ehsanullah Ehsan, porta-voz do grupo, em entrevista por telefone à agência de notícias Reuters.

Logo após o anúncio da morte de Bin Laden, o Departamento de Estado americano e a Interpol (polícia internacional) emitiram um alerta sobre o risco de aumento na violência antiamericana.

"O Departamento de Estado alerta cidadãos dos Estados Unidos em viagem ou que residam no Exterior para o elevado potencial de violência antiamericana devido à recente atividade de contraterrorismo no Paquistão", diz o alerta.

"Devido à incerteza e a volatilidade da atual situação, cidadãos americanos em áreas nas quais os eventos recentes possam causar violência antiamericana são instados fortemente a limitar saídas para fora de suas casas e hotéis e evitar aglomerações e protestos."

Os EUA colocaram ainda em alerta suas embaixadas ao redor do mundo e afirmou que os prédios podem ser fechados temporariamente caso haja uma escalada da violência.

Bin Laden morto

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na noite deste domingo a operação que matou Bin Laden. O Paquistão afirmou horas mais tarde que não havia participado, "em acordo com a política dos Estados Unidos" de luta contra o terrorismo.

Um comando transportado por helicópteros das forças especiais americanas matou Bin Laden em uma casa muito protegida em Abbottabad, cidade 70 km ao noroeste de Islamabad. A ação teria durado cerca de 40 minutos, começando 22h30 do horário local.

Obama disse ainda que o corpo havia sido levado sob custódia dos Estados Unidos --a imprensa americana menciona que o sepultamento já foi feito no mar, mas a informação não foi confirmada.

"Nesta noite tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes." "A justiça foi feita", afirmou o presidente dos EUA.

Foi neste domingo, segundo o presidente, que deu a ordem para uma equipe de soldados dos EUA capturar Bin Laden. Obama afirmou que nenhum americano foi ferido. Funcionários do governo dos EUA detalharam que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.

"Finalmente, na última semana, eu determinei que nós tínhamos informações suficientes para agir (...) Depois de troca de tiros, eles mataram Osama bin Laden e tomaram seu corpo sob custódia", afirmou Obama.

"Nós não vamos tolerar ameaças a nossa segurança nacional ou aos nossos aliados. Não há dúvidas que a Al Qaeda continuará a atacar", disse ainda durante o pronunciamento, ressaltando o que disse George W. Bush quando presidente: que a "Guerra ao Terror não é contra o Islã". "A Al Qaeda é um destruidor em massa de muçulmanos", afirmou.

Enquanto ele falava, centenas de pessoas estavam concentradas em frente à Casa Branca, em Washington, para comemorar com gritos de alegria e mensagens patrióticas a morte. Seguravam bandeiras, cantavam o hino nacional e bradavam "USA". Na Times Square, em Nova York, outra multidão tomou as ruas (veja as fotos).

Em um comunicado, o Ministério paquistanês das Relações Exteriores afirmou que o país não participou da ação e reconheceu que a morte do homem mais procurado do mundo --tido como mentor dos ataques do 11 de setembro de 2001 -- representa um "grande revés infligido às organizações terroristas do mundo" e "ilustra a determinação da comunidade internacional, e do Paquistão, de combater e eliminar o terrorismo".

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