terça, 17 de julho de 2018

"The Gift"

Susan Boyle lançou seu segundo disco "The Gift"

2 JAN 2011Por Folha12h:46

Susan Boyle pode ser vista como mais uma estrela predestinada a acontecer, uma voz encantadora que, pelos tortos caminhas da fama neste século, precisou de um concurso de talentos para aparecer.

Quem não gostava dela e mudou de ideia é Lou Reed. Primeiro, ele não autorizou que Susan cantasse seu clássico "Perfect Day" num programa de TV. Depois, gostou tanto da versão dela que produziu um clipe.

Sim, "The Gift" abre com essa balada, uma das mais cínicas da história do rock, e tudo soa bem encaixado: o arranjo estilo Andrew Lloyd Webber, o coro em tom celestial, a voz educada de Susan. Só faltou o cinismo original.

O álbum tem outras regravações de artistas consagrados: "Hallelujah", do canadense cool Leonard Cohen, e "Don't Dream It's Over", sucesso mundial dos australianos do Crowded House.

Na verdade, ela poderia ter escolhido até "Number of the Beast", do Iron Maiden, que a unidade musical do trabalho não seria ameaçada.

Todo o álbum recebeu uma aplicação de roupagem Broadway tão grande que ficou uma massa única. Enternecedora para quem é fã, insuportável para quem quer ousadia, alguma surpresa.

A voz realmente faz a diferença, mas o pecado do disco de Susan é ser previsível. Segundo pesquisa da gravadora, o público da cantora é maduro e conservador.

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