Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Flagrante

Suposto membro do PCC acusado de matar diretor de presídio é preso

11 DEZ 2010Por Edilson José, de Ponta Porã15h:01

Uma equipe da Força Tática da Polícia Militar impediu que uma ótica e joalheira fosse assaltada mais uma vez no final da manhã de sexta-feira no centro de Ponta Porã. Um dos autores do assalto é acusado de ter matado o ex-diretor da Unidade Penal Ricardo Brandão, assassinato ocorrido no ano de 2008 no interior de um bar na periferia da cidade.

Conforme as informações do capitão Edson Guardiano, do 4º Batalhão de Polícia Militar, por volta das 11h15min., uma guarnição foi solicitada para atender uma ocorrência de roubo na Ótica Visorama, situada na rua Sete de Setembro, centro de Ponta Porã, local que fica a cerca de 100 metros da linha divisória com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Os policiais dirigiram-se rapidamente ao local e conseguiram flagrar os dois ladrões ainda tentando fugir. Eles estavam armados com revólveres no telhado da loja. Toda a área foi cercada e os acusados foram obrigados a se entregarem. Eles foram identificados como Juliano Corrêa Lima, de 26 anos, que atende pelo apelido de “Panjão” e seria membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), e Marcelo Henrique Salustiano Pereira, o “Piruluto”, de 21 anos.

Com os dois, os policiais militares apreenderam vários produtos como relógios de pulso, pulseiras, aparelhos de telefone celular, carteiras de bolso que tinham sido tomadas da gerência e dos funcionários, entre outros. Durante o assalto um dos bandidos desferiu uma coronha na cabeça do proprietário da loja, que foi assalto pela segunda vez nos últimos meses.

“Panjão”
Levado para o 1º Distrito Policial, o criminoso Juliano Corrêa Lima, o “Panjão”, foi identificado como sendo o autor do tiro à queima-roupa que matou no dia 25 de julho de 2008, o ex-diretor da Unidade Penal Ricardo Brandão de Ponta Porã, Walter Avelino, popularmente conhecido pelo apelido de “Tinho”.

“Tinho” era funcionário de carreira da Agência Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Agepen) e mantinha muitas amizades na fronteira por estar sempre envolvido com esportes. No dia do crime ele estava com amigos em um bar situado na Vila Áurea, local onde reside seus familiares, momento que “Panjão” chegou ao local.

Ele teria sido bem recebido pelo ex-diretor do presídio e inclusive convidado a entrar. No instante que ele se aproximou, abraçou e disparou um tiro no peito da vítima, que ainda foi levado ao pronto socorro do Hospital Regional, mas não resistiu.

A Polícia Civil fez inúmeras diligências, mas não conseguiu elucidar o caso. Na sexta-feira passada o homem que é o principal acusado acabou preso durante a tentativa de assalto. “Panjão” e “Pirulito” são acusados de outros crimes, tinham sido condenados, mas gozavam do regime semi-aberto, de onde estavam foragidos.
 

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