Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Suposto guerrilheiro morre em troca de tiros com a polícia paraguaia

25 SET 2010Por 09h:35

EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ

Agentes da Polícia Nacional e supostos integrantes da facção guerrilheira Exército do Povo Paraguaio (EPP) enfrentaram-se na manhã de ontem, na região de Jhugua Ñandu. Nímio Cardoso Cáceres, apontado como um dos líderes do grupo e tido como responsável por uma série de assaltos e assassinatos no país, morreu e outro ficou ferido.
Durante toda a tarde, os organismos de segurança continuaram vasculhando e sobrevoando a área de confronto para tentar localizar novos acampamentos na região. A morte do criminoso representa a terceira baixa nos últimos 60 dias. As autoridades paraguaias informaram, ainda, que no embate com a polícia alguns guerrilheiros se feriram, porém, não foi informado o número.
Ainda de acordo com as informações da Polícia Nacional, por volta das 6h, os agentes localizaram um acampamento do EPP, deparando-se com os supostos guerrilheiros, que começaram a atirar. Os tiros foram revidados e durante o tiroteio, Nímio Cardoso, uma das lideranças da facção, morreu baleado.
Conforme as autoridades, em toda a faixa de fronteira e região de Concepción estão sendo desencadeados trabalhos de investigações através da Operação Fênix. O objetivo é descobrir integrantes do grupo guerrilheiro EPP que estariam agindo e amedrontando a população. Eles são apontados como integrantes de vários sequestros ocorridos no lado paraguaio da fronteira.
Nímio Cardoso Cáceres é primo de Gabriel Zárate Cardoso, que seria um dos articuladores da facção guerrilheira e que morreu durante troca de tiros no último dia 3 na localidade de Sidepar, região de Canindeyú, perto da fronteira com o município de Paranhos.
O EPP, segundo a Polícia Nacional, é o responsável pelo sequestro e morte de Cecília Cubas, sequestrada em 2004 e encontrada morta em 2005, e também do sequestro do fazendeiro Fidel Zavala, ocorrido no ano passado.
Ontem, Rafael Filizzola, ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizzola, afirmou que o combate ao EPP vai ser intensificado. Filizzola disse que, ao ser morto, Cardozo usava uniforme militar e estava fortemente armado, além de ter US$ 1,1 mil no bolso. “Ele era procurado por vários crimes incluindo dois sequestros e um ataque a um posto militar”, disse.  
O Exército do Povo Paraguaio é um grupo guerrilheiro que se declara marxista e leninista. Há indicações de que o grupo mantêm estreitas ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), guerrilha acusada de vários crimes, como envolvimento com o narcotráfico, sequestros, mortes e assaltos em países da América Latina.

Leia Também