domingo, 22 de julho de 2018

Superoferta de arroz deverá ser enxugada até pela compras do Governo

13 JUN 2009Por 19h:00
     

        Da redação

        Com quedas próximas de 6% entre seus momentos de pico no ano e no mês de maio, o preço do arroz ajudou a conter o aumento médio do custo da cesta básica em cidades como São Paulo, maior centro de consumo, e Porto Alegre, capital do maior produtor do grão no País. Mas nem por isso o produto será responsável pela eventual redução dos índices inflacionários.
        A atual baixa, provocada pela grande oferta do final da colheita no Sul do País, está com dias contados, acreditam dirigentes de entidades, analistas e produtores, convictos de que os preços vão subir já nas próximas semanas e serão percebidas pelos consumidores nos próximos meses. A recuperação das cotações será provocada pelos mecanismos de enxugamento da oferta e pelo apertado estoque de passagem para a próxima colheita.
        Os preços ao consumidor pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o quilo do arroz chegou a R$ 2,11 em março e caiu para R$ 1,98 em maio, em São Paulo. Em Porto Alegre, a média mensal recuou de R$ 1,99 em fevereiro para R$ 1,87 em maio. Mesmo com a queda, os preços de maio desde ano superam nominalmente os do mesmo mês do ano passado, quando estavam em R$ 1,94 na capital paulista e R$ 1,77 na capital gaúcha.
        Para o produtor, no entanto, a variação foi maior. No Rio Grande do Sul, que colhe 60% da safra nacional, o preço médio da saca de 50 quilos ficou em R$ 25,86 na primeira semana de junho, segundo pesquisa da Emater, ante R$ 27,60 em 7 de maio deste ano e R$ 35,55 em 5 de junho de 2008.
        O preço de comercialização não cobre o custo médio de produção, estimado em R$ 33. A primeira explicação para isso é que este é o momento de maior oferta do ano, já que a colheita terminou em maio. Mas outros fatores também interferem. Segundo o coordenador da Comissão do Arroz da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong, muitos produtores estão descapitalizados por prejuízos em série sofridos nos últimos anos e se obrigam a vender o grão logo, com cotação baixa, para quitar dívidas. (informações da Agência Estado)
        

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