sábado, 21 de julho de 2018

LABORATÓRIO

Superbactéria não matou a filha de Beto Barbosa

21 OUT 2010Por G118h:09

O Instituto Evandro Chagas, laboratório paraense de referência em pesquisas biomédicas, divulgou, nesta quinta-feira (21), que a morte de Monique, filha de Beto Barbosa, não foi causada pela KPC, popularmente chamada de superbactéria. A jovem morreu, aos 28 anos, em 8 de outubro, em Belém. A causa da morte ainda é investigada.

“O material coletado de Monique chegou até nós e não se comprovou a infecção pela KPC, que está sendo chamada de superbactéria. Outros exames ainda estão em curso, o que não exclui a possibilidade de outra bactéria, porque os exames ainda não foram concluídos. Por enquanto só é possível afirmar que essa bactéria, especificamente, não está presente nos exames de Monique”, diz ao G1 Wyller Mello, vice-diretor do Instituto Evandro Chagas.

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Filha de Beto Barbosa pode ter morrido por superbactéria Secretaria de Saúde do DF confirma mais três mortes pela superbactéria De acordo com Mello, não é possível estabelecer um prazo para a conclusão dos demais exames que investigam a morte da jovem. "Os exames que são feitos para diagnosticar bactéria são exames de cultura. O material chega e é inoculado em sistemas sensíveis ao crescimento da bactéria. É preciso, primeiro, cultivar a bactéria em laboratório para depois fazer a identificação dela. E é difícil definir um prazo para isso porque cada bactéria tem seu tempo de crescimento", explica.

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo, ao contrário do que se pensa, a KPC não é o nome da bactéria, mas de uma enzima produzida por ela, que é capaz de inativar alguns antibióticos, incluindo os carbapenens, que são os antimicrobianos mais potentes disponíveis para o tratamento de infecções graves.

A KPC só se torna uma superbactéria quando produz uma enzima tão potente capaz de inativar muitos antibióticos, limitando as possíveis opções para o tratamento de uma infecção.


Beto Barbosa acompanha investigação da causa
da morte da filha (Foto: Reprodução/TV Globo)28 dias de internação
Monique começou a se queixar de dores de garganta no dia 10 de setembro. “No dia 11, ela foi ao médico, fez uma chapa do pulmão e ele estava limpo. À noite, ela voltou a passar mal e ao ser levada para o hospital já estava com o pulmão todo comprometido. Disseram que era pneumonia, mas estou achando estranho porque em 28 dias ela faleceu”, diz Beto Barbosa ao G1.

Saudoso, o pai está acompanhando de perto as investigações sobre a causa da morte de Monique, apesar de viajar frequentemente para cumprir a agenda de shows pelo país. “Não estou sempre em Belém, mas acompanho de perto. É muito difícil, mas temos que continuar a viver. Sinto um vazio, um buraco, muita saudade", afirma.

Beto acredita que a descoberta do que levou a filha à morte pode ajudar a aliviar a dor da perda. "Se for realmente uma coisa incurável, a gente aceita, aprende a se conformar. Mas o que está uma interrogação é se foi negligência, falta de conhecimento. É muito difícil essa coisa mal resolvida. Achei negligência total", diz.

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