Segunda, 18 de Dezembro de 2017

Energia

Sul bate recorde de demanda minutos antes de apagão

5 FEV 2014Por folhapress13h:45

Minutos antes do apagão que atingiu entre 5 e 6 milhões de pessoas no país ontem, a região Sul bateu recorde de demanda de carga de energia, atingindo 17.412 megawatts (MW), segundo dados do site do ONS (Operador Nacional do Sistema). O recorde foi atingido às 14h, já os problemas de abastecimento começaram às 14h03, de acordo com o operador.
As falhas afetaram 11 estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

O presidente do ONS, Hermes Chipp, disse que o problema teve origem em curtos-circuitos em 2 das 3 linhas de transmissão entre Miracema (TO) e Serra da Mesa (GO). Com a queda das duas linhas, a terceira teria ficado sobrecarregado e caído também.

O apagão ocorreu menos de um dia depois de o ONS ter registrado pico recorde no Sistema Interligado Nacional, às 15h32 da última segunda-feira. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o problema não foi causado por sobrecarga no sistema.

"Não tem nada a ver com estresse no sistema", afirmou.

Reservatórios
No Sudeste, os reservatórios das hidrelétricas continuam caindo. As reservas na região e no Centro-Oeste estão a 39,21% de armazenamento no início de fevereiro, queda de 43,18% em relação ao final de dezembro, segundo a ONS.

A depreciação dos reservatórios das hidrelétricas em janeiro e fevereiro não é comum, dado que nesses meses, tradicionalmente úmidos, as represas costumam encher e ajudam no abastecimento de energia durante o período seco.

No Sul, o nível é 53,94%, ante 57,74% ao final de dezembro. Já no Nordeste, as represas tiveram elevação de 33,81% em dezembro para 42,80%. No Norte, o nível subiu de 46,19% para 65,03%.

O ONS e agentes do setor estimam que as chuvas devem continuar escassas no Sudeste/Centro-Oeste nesse início de fevereiro.

O atraso do período úmido levou ao recorde de alta do preço de energia de curto prazo e gerou temores sobre o abastecimento do país ao longo do ano, embora representantes do governo tenham descartado racionamento de energia. 

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