domingo, 22 de julho de 2018

TRANSTORNOS

Sucatas invadem ruas e calçadas do Bairro Tijuca

11 JAN 2011Por anahi zurutuza00h:00

Carcaças e peças de veículos deixadas por um ferro-velho na calçada de uma das quadras da Rua Marques de Recife, Bairro Tijuca I, em Campo Grande, incomodam moradores das proximidades. O estabelecimento, que fica em frente ao Terminal Aero Rancho, ocupa, ainda, parte de terrenos baldios localizados na mesma rua. Moradores reclamam que, além de atrapalhar a passagem de pedestres, que na quadra onde fica o ferro-velho têm de passar pela rua, as carcaças de carros acabam acumulando sujeira e servindo de esconderijo para usuários de drogas e criminosos.

Gabriela Barbosa mora há mais de dez anos na Rua Dantas Barreto, a uma quadra do ferro-velho. Ela afirma que vizinhos do estabelecimento sempre reclamaram do local. "A gente tem medo porque é muito fácil para ladrão ficar escondido ali atrás dos carros e à noite assaltar quem estiver passando. Bastante gente passa ali, a pé e de carro".

Ela afirma que outra preocupação da família é em relação ao aparecimento de focos do mosquito da dengue. "Nessa época de chuva, aquela sucata acumula água e facilita que o mosquito apareça no bairro".

Sirdilene Siqueira, 39 anos, é diarista e trabalha em uma residência nas proximidades ferro-velho. Ela afirma não ter medo de assaltos como temem outros moradores, mas reclama de não poder transitar pela calçada ao passar pelo trecho. "Eu pego ônibus no terminal (Aero Rancho), passo ali todo dia, é um transtorno não poder passar pela calçada. De assalto não tenho medo porque não moro aqui, mas, se morasse, teria. Só passo ali de dia, acho que não tem muito problema".

Uma comerciante das proximidades, que pediu para ter a identidade preservada, também reclama. Para ela, a "falta de estética" é um dos fatores que mais incomodam. "Desvaloriza o bairro, não é? Um monte de sucata, de sujeira. Se ele colocasse os carros em um local fechado, murado, não teria problema nenhum. Fora que a sujeira atrai insetos e ratos para a casa da gente. Acho que aqui para mim nem tanto, mas quem fica mais lá perto acho que deve sofrer".

 Outro lado
Um dos proprietários do ferro-velho, que também pediu para não se identificar, afirma que carros não são deixados na calçada com frequência, mas que alguns veículos haviam chegado para que o estabelecimento fizesse o desmanche no sábado e, por isso, ontem, quando a reportagem esteve no local, as carcaças ainda não haviam sido armazenadas corretamente.

Quanto à sujeira, ele afirma que o ferro-velho recebe toda semana visita de agentes de saúde, que nunca encontram irregularidades.

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