sexta, 20 de julho de 2018

TURISMO

SP chega ao limite para receber bem os visitantes

6 NOV 2010Por ESTADÃO14h:06

Nestas duas primeiras semanas de novembro - com eventos tão díspares como Fórmula 1, Salão do Automóvel, Mostra de Cinema e shows do Black Eyed Peas, Jonas Brothers e Eminem -, São Paulo vai receber 400 mil turistas, o equivalente a toda São José do Rio Preto, que devem movimentar nada menos do que R$ 385 milhões na economia da cidade. É, de longe, o melhor momento para o mercado do turismo paulistano, que já cresceu 30% neste ano.

Ao mesmo tempo, as cifras também mostram que a capital está chegando ao limite de infraestrutura para receber bem os turistas estrangeiros. Isso passa por problemas desde o desembarque no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, até a falta de hotéis, profissionais especializados e espaços para eventos - hoje, se alguém quiser ficar em hotel de quatro ou cinco-estrelas, não encontrará vaga. Com filas por todos os lados, no check-in, para pegar táxi ou mesmo para jantar em um restaurante estrelado, São Paulo já planeja investimentos para não perder o bom momento.

"A cidade está fazendo inveja a qualquer destino, porque unimos a vocação para eventos com o lado mais de entretenimento", diz o presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho. "Precisamos continuar investindo. Em 2015, por exemplo, seremos sede da Convenção Mundial do Rotary Club, um dos maiores eventos do mundo, que vai trazer cerca de 40 mil pessoas. E precisamos ter estrutura para isso, para a Copa de 2014, para receber mais eventos e para continuar crescendo."

Cumbica é o pior gargalo - os dois terminais têm capacidade para absorver até 21 milhões de passageiros por ano. Em 2009, porém, esse limite foi ultrapassado em 700 mil pessoas. Além disso, a malha aérea está concentrada em horários no começo da manhã e no fim da tarde - ou seja, o passageiro perde um tempo até dez vezes superior para passar pela imigração ou para pegar a bagagem.

Hotéis

A rede hoteleira precisa de investimentos. Em novembro, a ocupação deve ficar em 80%, índice igual ao de Nova York no ano-novo. "São Paulo tem hoje 42 mil quartos e precisa chegar a 50 mil", diz Carvalho. "Quem está nos salvando hoje são os flats, já que os hotéis estão quase sempre lotados."

Leia Também