Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

POLÍCIA

Soldado da PM acusado de extorsão e roubo circula livre pelo presídio

30 MAR 2011Por EVELIN ARAUJO11h:21

O Policial Militar (PM) Rodrigo Rocha Belini, preso na semana passada acusado de praticar assaltos em Campo Grande, circula livremente pelo presídio militar onde está detido. A informação foi repassada ao delegado Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), pelo próprio policial.

"Ele teve acesso ao vídeo em que ele aparece assaltando, divulgado na internet. Ele mesmo me disse isso ontem", afirma o delegado, que revela que o policial também tem acesso ao telefone.

Por considerar que este fato atrapalha as investigações, Fábio Peró enviou uma nota informando esses dados ao juiz e a Corregedoria da Polícia Militar. "Não sei se este procedimento é de praxe, deixar o preso solto no local, mas atrapalha o andamento do inquérito", declarou o delegado.

Segundo o diretor do presídio, o tenente coronel Francisco de Assis Ovelar, essa declaração feita pelo PM é infundada. "Ele não tem acesso ao telefone, isso seria uma transgressão gravíssima e não há internet no presídio", declarou. "Ele tem direito ao banho de sol, visita da família e do advogado, que pode ter mostrado a ele o vídeo".

O soldado da Polícia Militar é acusado de ter praticado assaltos em Campo Grande. Um deles foi filmado pelo circuito interno de segurança de  um supermercado no bairro Anahy e, na ocasião, usava a calça do uniforme da PM, cuturno e camisa da corporação.

Neste fim de semana a Polícia Civil representou contra ele pedindo sua prisão preventiva. Isso porque ele foi reconhecido pelo gerente de uma casa noturna que o acusa de tentar extorquir dinheiro do local e assalto à mão armada. O soldado teria se apresentado ao responsável pela casa como policial militar e dito que avistou menores no local, junto com um amigo, que também foi preso.  Ele então puxou a arma e anunciou o assalto, levando dinheiro e celulares de clientes e do caixa. 

O amigo do soldado foi liberado e responderá em liberdade. Segundo a polícia civil, ele não tinha passagem pela polícia, tem emprego fixo, do qual está afastado porque quebrou o braço em uma confusão na qual foi envolvido por causa do mesmo PM e colaborou com a polícia nas investigações. 

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