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Sob pressão, PT e PSDB prometem proibir "ficha suja"

11 MAI 10 - 07h:58
São Paulo

Em meio à discussão do projeto Ficha Limpa no Congresso, que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça em segunda instância, os presidentes dos dois principais partidos que disputarão as eleições deste ano – PT e PSDB – declararam ontem que irão vetar os “ficha-suja” em seu rol de candidatos.
Lado a lado em debate promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, José Eduardo Dutra (PT) e Sérgio Guerra (PSDB) foram questionados sobre a questão. Guerra foi o primeiro a assumir o compromisso em público, causando risos na plateia que acompanhou o encontro. “Nós não vamos ter em nosso partido candidatos ficha-suja”, prometeu.
Dutra, em seguida, emendou dizendo que o Ficha Limpa é coisa antiga, para mais risadas dos presentes. “Nós aplicamos o Ficha Limpa desde que fundamos o partido”, disse.
Ao final do debate, cercados por jornalistas, os dois dirigentes reafirmaram o que haviam acabado de dizer, mas sem dar detalhes de como isso seria possível em seus partidos, recheados de políticos que respondem a processos na Justiça.
No PSDB, Guerra disse que a Executiva não precisará confirmar a sua ordem e que a questão partirá da “consciência” de cada um. “A regra vai ser a condenação em segunda instância, decisão colegiada. Não precisamos referendar isso pela Executiva não, isso vai da nossa consciência. O partido já está trabalhando com isso já faz tempo. Não sei ainda como vai funcionar, mas não é difícil. É só pegar as indicações de cada Estado”, comentou.
Dutra disse que o critério do PT “é o relatório do deputado [José Eduardo] Cardoso, que está garantindo a aprovação”. O texto-base do Ficha Limpa, relatado pelo deputado petista, já foi aprovado pela Câmara, mas ainda precisa passar pelo Senado. “Eu não conheço ninguém [do PT] nas condições do projeto. [...] Se impedir quem tem processo, não vai ter candidato”, declarou.
Dutra afirmou ainda que espera a aprovação do projeto pelo Senado até o dia 30 de junho para que ele valha já para estas eleições. “Quero que seja aprovado do jeito que está”, afirmou.
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