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DEMISSÕES

Sindicato marca audiência com GM para conciliação

Sindicato marca audiência com GM para conciliação
11/01/2014 00:00 - Folhapress


Em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ontem, a General Motors confirmou 687 demissões apenas no fim de ano.

Empresa e entidade marcaram uma audiência de conciliação na próxima semana, já que o sindicato ainda quer reverter os cortes por meio de um processo judicial.

A reunião ocorreu na Superintendência Regional do Trabalho, na rua Martins Fontes, no centro. Durante a tarde, metalúrgicos protestaram em frente ao local do encontro.

Segundo o sindicato, alguns trabalhadores demitidos possuíam estabilidade, por terem sofrido lesões ou estarem em período de aposentadoria. Será feito um levantamento para mensurar quantos demitidos se encontram nessa situação, para que a informação seja reportada ao Ministério do Trabalho.

Na manhã da quarta-feira, trabalhadores da GM já haviam realizado passeata em São José dos Campos, onde antes estava instalada a linha de produção do Classic, desativada em agosto

Histórico
Na semana passada, Luiz Moan, diretor de relações institucionais da empresa, confirmou a demissão de 1.053 funcionários do complexo industrial de São José dos Campos (SP) durante o ano de 2013.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, 300 trabalhadores demitidos já procuraram a entidade. Cerca de 250 metalúrgicos decidiram em assembleia exigir do governo federal a suspensão das demissões, garantia de estabilidade do emprego e que a montadora realize investimentos na planta, o que, segundo o sindicato, está previsto em acordos assinados com a entidade.

As negociações entre a GM e o sindicato se estendem desde 2008. Nos últimos dois anos, a montadora encerrou a produção de quatro modelos de carros em São José dos Campos e concentrou os novos produtos em suas outras fábricas.

Na unidade, a companhia manterá as linhas de montagem dos comerciais S10 e Traiblazer, além de fábricas de motores e transmissão. O último acordo da área de automóveis foi o de janeiro, que garantiu os funcionários do modelo Classic até dezembro.

O carro parou de ser produzido no local em agosto e os trabalhadores permaneceram em licença remunerada até o final do ano.

O sindicato alega quebra de compromisso. Diz que o governo aceitou elevar o IPI para uma alíquota menor em troca de manutenção do nível de emprego.

O imposto foi reduzido a zero em 2012 e parcialmente recomposto no ano passado. Em janeiro, voltaria aos 7% originais, mas o governo decidiu elevar para 3% até julho.

Moan afirmou que a montadora vem cumprindo o compromisso de manutenção do emprego setorial desde a redução do IPI. Segundo ele, o número de empregados no setor saltou de 145 mil em maio de 2012 para 155 mil em novembro deste ano. 

Felpuda


Engana-se quem acha que diminuiu a voracidade de ter fatia de cobiçado bolo por parte de “quem manda”. O recuo realmente houve, mas só por enquanto e por uma questão de estratégia, até porque, nas primeiras investidas, as portas não se abriram. E continuam fechadas. Mas quem conhece bem a dita figurinha aposta que ela não desistirá até encontrar, digamos,  um “chaveiro amigo”. Essa gente não sossega nem diante da pandemia... Afe!