Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Saúde

Sífilis avança em Campo Grande. Só no primeiro semestre deste ano são 62 casos

23 SET 2010Por Adriane Mascaro10h:00

O número de casos de sífilis em Campo Grande tem aumentado a cada ano, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Em 2009, foram registrados 112 casos da doença, 71 deles em homens e 41 entre as mulheres. Só no primeiro semestre deste no já foram notificados 62 casos.

“Realmente os números estão aumentando, mas a gente sabe que existe bem mais casos do que a gente tem notificado, porque muitas vezes a pessoa não procura assistência médica e fica sem ter o diagnóstico”, destaca a Drª Gisele Brandão Freitas, coordenadora do programa de DST-Aids da Sesau.

De acordo com Drª Gisele, há ainda uma grande preocupação da secretaria de saúde quanto a grande incidência de sífilis congênita, que é passada da mãe para o bebê durante a gravidez.

“A grande preocupação com a sífilis congênita é o risco de aborto, que é muito grande. A criança pode nascer morta, ou com má formação, podendo ter cegueira, surdez ou até mesmo retardo mental”, ressalta.

No ano passado, 153 gestantes estavam com a doença e 43 crianças foram contaminadas na capital. Este ano, dados do setor de Vigilância Epidemiológica da Sesau já registraram 60 casos de sífilis entre gestantes e 26 em crianças.

A recomendação é que, nestes casos, o tratamento dos parceiros seja feito junto. “Se a gestante se trata e o seu parceiro não, ele, tendo sífilis, vai passar de novo para ela, e ela para o bebê”, destaca Drª Gisele. “O ideal é que os dois façam o tratamento juntos”, conclui.

Em Campo Grande, a rede pública de saúde oferece orientações sobre a doença e tratamento gratuitos. “A sífilis tem cura e o tratamento pode ser feito na rede pública de saúde. Lá tem todos os medicamentos de graça.”

Mais importante que fazer corretamente o tratamento da sífilis, é prevenir a doença. “A sífilis é uma doença muito séria e a gente precisa lutar contra isso, então é muito importante lembrar da prevenção, com o uso do preservativo”, conclui a médica.

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