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Campo Grande - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Siderúrgicas investirão R$ 2 bilhões em MS

28 JUN 2010Por 06h:53
Rosana Siqueira

Responsável hoje pela produção de 450 mil toneladas de ferro-gusa por ano, o setor siderúrgico de Mato Grosso do Sul deverá receber R$ 2 bilhões em investimentos nos próximos sete anos. Os recursos serão destinados basicamente pelas empresas já existentes no Estado para a formação de florestas – algo em torno de R$ 330 milhões – e produção de carvão vegetal para abastecer as usinas e modernização dos parques industriais, cerca de R$ 1,5 bilhão.

A meta é elevar a produção de ferro gusa, que somente no próximo ano deverá crescer 77%, atingindo 800 mil toneladas do produto, capacidade máxima instalada das duas empresas que atuam no Estado. Hoje apenas a Vetorial (com unidades em Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Corumbá) e a Simasul de Aquidauana, operam no segmento, sem atingir a capacidade máxima. (veja infográfico)
O aumento na demanda da indústria nacional por aço é um dos principais motivos para a expansão, segundo o diretor-geral da Vetorial Siderurgia, Gustavo Correa. “O consumo deverá crescer de 5% a 10%, somente no próximo ano. A ideia é atender ao menos uma parte deste mercado” frisou.
Como fatores propícios para a ampliação da produção no Estado, Correa cita a grande oferta de matéria-prima – Corumbá tem uma das maiores reservas de minério de ferro no País –, a posição geográfica privilegiada de MS do ponto de vista logístico e ainda os incentivos fiscais do Governo para a implantação de usinas.

Vantagens
Mesmo com o mercado de consumo de aço tímido no Centro-Oeste, o empresário justifica os investimentos salientando que MS está na vizinhança com SP e países do Mercosul. “Temos boa localização, já que Campo Grande  está mais perto de SP capital do que o norte de Minas. Nós temos uma posição geográfica privilegiada. Sabemos que a logística merece ser aperfeiçoada, já que temos problemas na ferrovia, nas rodovias, mas estamos bem posicionados” enfatiza Correa, que lembra ainda que o Estado tem as hidrovias, que para a exportação do gusa são canais importantes.

Energia de sobra
Gustavo Correa frisa também que MS tem a seu favor, a abundância de recursos florestais e energéticos, com o gás natural e o carvão vegetal. “O Brasil é o único País do mundo que produz gusa a partir do carvão vegetal. E MS é privilegiado neste requisito. Temos áreas para expandir o o plantio de florestas, condições hidrográficas, insolação e terras a preços aceitáveis”,. frisa o empresário.
Correa lembra que diante da matriz enegértica, o País desenvolveu tecnologia 100% nacional: os alto-fornos. Os equipamentos garantem a produção de nada menos que 12 milhões de toneladas de gusa no Brasil.
Questionado sobre o porque das siderúrgicas de MS não usarem o gás natural, Correa diz que a energia é economicamente mais inviável que o carvão vegetal e mineral. “O uso do gás natural exige empreendimento de qualidade superior, investimento mais alto. Mas o preço do gás inviabiliza os empreendimentos por estar diretamente ligado ao preço do petroléo.
Por isso este tipo de modelo não emplacou bem no mundo, a não ser na Venezuela e outros países com grande disponibilidade da energia”, frisa.
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