segunda, 23 de julho de 2018

CENTRO COMERCIAL

Shopping construirá piscinão e mais 16% de vagas para carros

22 SET 2010Por 16h:15

Carlos Henrique Braga

A expansão do Shopping Campo Grande será feita por meio de Operação Urbana Consorciada, que exigirá, como contrapartida para a criação de área permeável pela prefeitura, a ampliação em 16% nas vagas de estacionamento para os carros e a construção de captação e armazenamento de 1,2 milhão de litros de água da chuva, conhecido como piscinão.
Para obter a autorização para elevar a área construída em 9,8%, de 88.870 metros quadrados para 97,6 mil m², o centro comercial deve ampliar a área permeável em 16,5%. Como não existe espaço para isso, o shopping dará R$ 1,5 milhão para a prefeitura concluir a Praça das Águas, localizada na Avenida Afonso Pena, em frente ao empreendimento.
Outro compromisso é elevar a capacidade do estacionamento em 16%, com a criação de 301 novas vagas para automóveIs, de 1.840 para 2.141. Por dia, em média, transitam 10,4 mil veículos  pelo pátio do centro de compras, onde faltam vagas nos horários de pico. Um piso será construído sobre parte do estacioamento para suprir a área perdida para a construção de espaços para novas lojas. A ideia é dobrar o tamanho do estacioamento para 18 mil metros quadrados.
Segundo o Instituto de Planejamento Urbano (Planurb), as medidas são suficientes para evitar que o crescimento do shopping piore o trânsito na região. “Eles passaram por todos os crivos (da legislação) e poderão construir”, garantiu a diretora de Planejamento da Planurb, Janaína Simonelli. Há cerca de cinco anos, a região no entorno do centro comercial sofre com alagamentos.
Projeto
A BRMalls, dona de 67,7% do empreendimento, ainda trabalha no projeto que apresentará à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur). Em relatório aos investidores, disse que vai inaugurar a nova área no segundo trimestre de 2011. Na informação, a empresa anuncia a ampliação de 17% (5,6 mil m²) na Área Bruta Locável (ABL), que é de 33,5 mil metros quadrados. Oficialmente, a companhia não se manifestou.
A obra só é possível porque o shopping foi construído antes da Lei Complementar 74, de 2005, que proíbe construções acima de 10 mil metros quadrados (o estabelecimento tem 88,8 mil m²).

Leia Também