Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

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Setor quer novo marco regulatório para investir em biodiesel no País

27 OUT 2010Por Eduardo Magossi (AE)01h:15

O aumento da mistura do biodiesel no diesel mineral depende de um novo marco regulatório para o setor, de acordo com o presidente da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein. Segundo ele, o marco regulatório vigente prevê apenas a adição de até 5% no biodiesel, que estava previsto para 2013, mas foi adiantado para 2010 em função da grande oferta existente no país.

“A capacidade produtiva de biodiesel existente no Brasil hoje já é suficiente para implementarmos a mistura de 10% sem problemas”, afirma Klein. O executivo afirma que o mercado encontra-se estagnado, com capacidade produtiva de 5,1 bilhões de litros, mas demanda efetiva de apenas 2,4 bilhões de litros. “Se não houver um novo marco regulatório que mostre um crescimento gradual da mistura no médio e longo prazo, dificilmente haverá novos investimentos no setor”, afirmou. O setor trabalha com a possibilidade de um horizonte de mistura de 20% de biodiesel no diesel em 2010.

Para embasar a necessidade deste novo marco regulatório, a Ubrabio encomendou um estudo para a FGV Projetos, unidade de extensão de ensino e pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, que já realiza vários projetos no setor de etanol. Segundo este projeto, para atingir os 20% de mistura em 2020, o setor precisará de investimentos de R$ 7,36 bilhões nos próximos dois anos. “Para atender o B20, a capacidade produtiva do setor teria que ser de 14,3 bilhões de litros”, disse o coordenador de projetos da FGV Projetos, especialista em biocombustíveis, Cleber Guarany.

Atualmente, 78% do biodiesel produzido no Brasil utiliza a soja como matéria-prima, 16% o sebo bovino, 3% o óleo de algodão e outras oleaginosas são responsáveis pelos outros 3%. De acordo com Guarany, a participação das outras oleaginosas tende a crescer, atingindo 25% em 2020, ante uma redução da soja para 70%.

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