terça, 17 de julho de 2018

Servidor transferido para Aral Moreira acusa governo de perseguição política

10 JUL 2009Por 22h:16
     

        Karine Cortez

         

O servidor público do Departamento Estadual de Trânsito (detran), Eber Benjamim Santos de Arruda, 44 anos, esteve, na última quinta-feira, na Assembléia Legislativa onde usou a tribuna para acusar o Governo do Estado de "perseguição política" após ter sido transferido para a cidade de Aral Moreira, situada a 400 km da Capital na fronteira com o Paraguai. "Além de ser perseguição política, acredito que esta atitude do Governo possui caráter de punição por eu ter participado de uma comissão que está contestando uma redução salarial, processando judicialmente o atual sindicato e ainda exigindo ter acesso ao Projeto de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)", enfatizou Eber.

        Os deputados estaduais Pedro Teruel e Pedro Kemp (ambos do PT) saíram em defesa do servidor e teceram duras críticas ao Governo. "Isso é ditadura, é perseguição e a Assembleia tem que exigir uma explicação plausível para a transferência. Tá na cara que só não transferiram o funcionário para o Paraguai, porque não pode. Nós da bancada do PT não vamos aceitar intimidação", enfatizou Kemp. O deputado Pedro Teruel foi mais enfático e ressaltou que "se o Governo consegue intimidar deputados estaduais, porque não intimidaria um servidor que nada fez. Não estamos mais na ditadura", disse.

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