Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

Serra intensifica cortejo a Marina Silva e vai a Minas

5 OUT 2010Por AGÊNCIA ESTADO, BELO HORIZONTE00h:00



No dia seguinte à votação em primeiro turno, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, intensificou ontem o cortejo à presidenciável do PV, Marina Silva, cuja votação serviu como fiel da balança para a ocorrência do segundo turno entre o tucano e a petista Dilma Rousseff. Serra compareceu no início da tarde ao velório do ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, pai do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB), e disse que o mineiro será uma das “pessoas-chave” para uma vitória no segundo turno da eleição presidencial.
O presidenciável tucano alegou que possui proximidade com o PV e sempre obteve o apoio da legenda verde em São Paulo, quando ocupou a prefeitura e o governo do Estado. “O grande secretário do Meio Ambiente, o Eduardo Jorge, foi levado por mim à prefeitura e continuou na gestão do Kassab, sem falar nas relações de amizade e proximidade com vários outros integrantes do PV. E eu espero realmente uma aproximação”, afirmou.
Serra salientou ainda que, como governador, elaborou um programa ambiental em parceria com partido de Marina e disse que a área ambiental é para ele prioritária. “Elementos para a aproximação existem e eu espero sinceramente que ela aconteça”, insistiu.
Mais uma vez, elogiou a campanha de Marina, afirmando que a ex-ministra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “contribuiu para diversificar as opções do povo brasileiro” e incorporou à política uma grande fatia da juventude brasileira. “Contribuiu para que nós tivéssemos segundo turno, contribuiu, portanto, bastante para a democracia”, disse. “Merece respeito e admiração da minha parte.”

Alckmin
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que considera o candidato tucano à Presidência, José Serra, favorito para a disputa em segundo turno. Para tal avaliação, Alckmin destacou o fato de esta eleição contar com uma terceira força – o eleitorado que votou em Marina Silva (PV) - e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ser o candidato, como em 2006, quando disputou o Palácio do Planalto contra o atual ocupante.
“Acho que o Serra vai crescer muito e tem chances de ganhar a eleição. Primeiro, porque o Lula não é candidato”, destacou o governador eleito. “A reeleição é quase que um mandato de oito anos. É muito difícil alguém perder uma reeleição. Só um acidente.”
Confiante na migração para o presidenciável tucano dos votos dados à candidata do PV, Alckmin defendeu que propostas apresentadas por ela sejam incorporadas pela candidatura de Serra. “Agora, nós temos uma terceira força, que é o eleitorado da Marina, quase 20% dos votos. É uma eleição onde eu diria que o Serra é o favorito”, disse. “No que depender de nós, eu até já estou com uma gravata verde aqui”, brincou.
Para o governador eleito, a eleição no segundo turno “tem outra lógica”. “O tempo de rádio e televisão é muito importante. E o tempo do Serra era muito menor”, observou. “Agora o tempo é igual. Acho que o Serra tem boas possibilidades.”
Alckmin disse não ter informações sobre uma eventual troca do vice de Serra. Ele compareceu no início da tarde de ontem ao velório do ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, pai do ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB). O governador eleito disse que confia que Aécio irá se empenhar na campanha presidencial.

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