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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

“Sempre ao seu lado” é repeteco de “Marley e eu”

27 MAR 2010Por 04h:21
Há um cão, seu dono e a família dele. Há também muito amor, risos e lágrimas. Não, não se trata de “Marley e eu”, mas de “Sempre ao seu lado”, que mais parece um repeteco do primei ro. Agora não é uma coméd ia, mas um drama lacrimoso sobre homens, cães e amores incondicionais. Dirigido por Lasse Hallström, que em 1985 fez um filme sobre pessoas e cães muito melhor – chamado “Minha vida de cachorro” – e protagon izado e produzido por R ichard Gere (“Uma linda mulher”, “Chicago”), “Sempre ao seu lado” arranca lágrimas sofridas e sofríveis, colocando um cachorro solitário na porta de uma estação de trem à espera de seu dono... que nunca mais irá voltar. Gere é Parker, um professor un iversitário que, diariamente, segue para a estação ferroviária, onde embarca num trem para o trabalho. Um dia, ao voltar para casa, encontra um pequeno filhote da raça Akita. Ele pensa em adotar o an ima l, mas sua mu l her, Cate (Joan Allen, da trilogia “Bourne”), vota contra. No final, a família sucumbe ao charme do cãozinho, que passa a acompanhar seu novo dono todo dia até a porta da estação. Paparicado por todo mundo, do açougueiro ao vendedor de cachorro-quente, o filhote se torna mascote da cidadezinha. Um amigo japonês de Parker, Ken (Cary-Hiroyuki Tagawa, de “Memórias de uma gueixa”), explica que os cães dessa raça são extremamente fiéis. Essa explicação justifica a segunda metade do filme, quando Parker nunca mais voltará para casa e, mesmo assim, o cachorro cont i nuará a esperá-lo na estação, obviamente sem compreender o que aconteceu. Baseado numa história real que aconteceu na década de 1920, no Japão, e num filme japonês dos anos de 1980, “Sempre ao seu lado” usa a doçura do cachorro para partir até os mais duros corações. Gere, que já teve personagens muito mais marcantes, é apenas um coadjuvante para a história do Akita, que tem o nome de Hashi, que significa o número oito em japonês, conforme explica o amigo oriental de Parker. O cão rouba a cena. Não por suas estripulias, como fazia Marley, mas por seu charme e beleza, adjetivos que estavam associados a Gere há até pouco tempo.
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