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sexta, 22 de fevereiro de 2019 - 11h26min

Seminário discutiu os gargalos e soluções para viabilizar o seguro

2 AGO 10 - 06h:55
“Os problemas com a produção no campo não afetam apenas quem produz, mas toda a economia, e a sociedade paga por isso. O produtor precisa de estabilidade, mas o clima não pode ser controlado, então é aí que aparece a necessidade do seguro-agrícola”, esclarece o professor Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Universidade de Campinas -– Unicamp. Ele coordenou o seminário realizado na última quinta-feira na Famasul, que tratou exclusivamente sobre seguro-agrícola, seus gargalos que têm impedido melhor utilização por parte dos produtores, e quais seriam os caminhos para solucionar esses gargalos.
O professor sustenta que segurar as lavouras pode ser mais complexo, mas não menos importante. A grande diferença aqui está no fato de que as seguradoras de automóveis, por exemplo, recebem sinistros isolados, casos específicos, enquanto no meio rural, os prejuízos vêm para a maioria, de uma só vez, como é o caso das catástrofes climáticas.
Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que a utilização do seguro-rural atingiu seu auge em 2009, quando foram feitas mais de 72 mil apólices para quase 60 mil produtores. Neste ano, o clima beneficiou a agricultura e do total de seguros, apenas 14 mil tiveram sinistro. A secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur), Tereza Cristina, esteve presente e palestrou sobre as estratégias da agricultura para o Estado. “A utilização do seguro-rural precisa ainda ser mais difundida entre os produtores. Essa vai ser a redenção da nossa agricultura”, destaca.
O presidente da Famasul, Eduardo Riedel foi um dos palestrantes e apresentou alguns dados sobre as principais culturas do Estado. Mostrou, por exemplo, que a utilização do seguro-rural em MS em 2009 atingiu só 18% da área estadual. “O seguro para o campo é uma ferramenta importante. Nosso trabalho agora é lutar para que haja uma subvenção por parte do Governo estadual para o seguro”, aponta.
Representando a Escola Nacional de Seguros (Funenseg), o professor Bruno Kelly falou da grande dificuldade que é chegar a um sistema de seguros eficaz, que se baseie em acontecimentos incertos, previdência e mutualismo. “Quem paga os sinistros não são as seguradoras, mas sim o segurados, que formam uma espécie de associação. A função da gerenciadora é apenas de gerir os valores”, explica.
O evento apresentou também outras questões referentes ao seguro-rural como sua operacionalização, o papel das cooperativas nesse assunto, a comercialização de apólices e as visões de produtores em relação ao assunto.
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