Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

SITUAÇÃO COMPLICADA

Sem ousadia, Fluminense perde por 1 a 0 para o América do México

3 MAR 2011Por g100h:02

O Fluminense chegou ao México pressionado. E volta ao Rio ainda mais tenso. Jogando mal mais uma vez, o time foi derrotado por 1 a 0 pelo América do México. O resultado deixa o time com apenas dois pontos ganhos no Grupo 3 da Libertadores. O líder é o Argentinos Juniors, com sete. O América tem seis.

Na próxima rodada, o time enfrenta o América em casa, no dia 23. São 21 dias para Muricy Ramalho tentar reorganizar um time que, mesmo descontando os efeitos da altitude, nem de longe lembrou o campeão brasileiro do ano passado.

Dificuldade na saída de bola

Minutos antes do jogo contra o América, a  preocupação tricolor aumentou. O Argentinos Juniors venceu o Nacional fora de casa, por  1 a  0. Mas o cenário não foi suficiente para mudar a cabeça de Muricy Ramalho em relação à formação cautelosa que tem adotado na competição. O time entrou em campo com Rafael Moura isolado no ataque, tendo a árdua missão de trombar com o forte zagueiro Mosquera. Tartá e Conca jogaram avançados, mas raramente receberam a bola em boas condições. Valencia, Diguinho e Carlinhos erravam muito. Havia um enorme vazio entre a defesa e o ataque. Além do trio de frente, só restavam os raros avanços de Mariano.

Com isso, foram raríssimas as vezes que o Fluminense rondou a área do América na etapa inicial. Fora duas jogadas anuladas pela arbitragem por impedimento, o Fluminense só duas finalizações o primeiro tempo: um chute de Mariano mal espalmado por Ochoa, aos 15; e uma tentativa de Conca de fora da área, longe do gol.

Do outro lado, Ricardo Berna não chegou a trabalhar muito, mas precisou estar bem mais atento. Aos 23, Sanchez roubou de Leandro Euzébio, driblou Gum e errou na hora do último passe, para alívio da defesa tricolor. Os lances mais perigosos surgiam em chutes de longe, o melhor deles 33, quando Oliveira obrigou Berna a se esticar para espalmar. Aos 39, o mesmo Oliveira recebeu livre, na linha da meia-lua, e chutou bem perto.

América vence na ousadia das alterações


O Fluminense voltou para a etapa final sem trocas. Mas houve uma mudança pelo menos de postura. O time percebeu que precisava ameaçar um pouco mais. E logo aos 3 minutos, Carlinhos resolveu “imitar” os mexicanos. Na primeira que apareceu, mandou de muito longe, aproveitando a bola mais leve por causa da altitude. O chute saiu rasante, e tocou no travessão antes de sair.

Até a posse de bola tricolor melhorou. O time passou quase todos os primeiros dez minutos no campo do adversário. Aos nove, Mariano cobrou falta e Rafael Moura, impedido, desviou de cabeça para fora. Aos 12, Vuoso, nervoso, acertou um chute no rosto de Valencia. O Fluminense crescia. O  nervosismo  mudava de lado.

Aos 14, Valencia foi dar um bico para o alto e sentiu dores na perna. Talvez fosse a chance de Muricy tornar o time mais ofensivo. Mas Edinho foi o escolhido. A resposta mexicana foi mais ousada.  Carlos Reinoso tirou o lateral Layun e colocou o atacante Daniel Marquez. Foi o suficiente para o América mudar o panorama. Aos 22, Reyna cruzou e Vuoso cabeceou com perigo. Os donos da casa eram novamente os donos do jogo.

Logo depois, mais uma alteração mexicana. Saiu Oliveira e entrou mais um homem de frente, Martinez. O América se lançou todo ao ataque. E o gol não demorou a sair.  Montenegro deu bom passe  para Marquez. Carlinhos ficou parado pedindo impedimento. E Marquez tocou com estilo na saída de Berna, aos 25. Tata, auxiliar de Muricy, correu para cima do bandeira Humberto Clavijo, sem razão, e foi expulso.

Não havia outra alternativa a Muricy. Era hora de mudar o time. Araújo foi chamado. Mas quem saiu foi Conca. Ou seja, taticamente, o jogo continuou parecido. Logo depois, Ronaldo Torres continou reclamando do auxiliar e também foi expulso. Era o símbolo de um grupo com os nervos à flor da pele.

Depois do gol, a única chance tricolor foi um chute de longe de Rafael Moura. Ricardo Berna ainda fez três boas defesas.

Muricy só decidiu abrir o time aos 36 do segundo tempo, colocando Souza no lugar de Digão. Era tarde. O time só conseguiu mais uma  finalização perigosa, com Rafael Moura, aos 44. Ochoa defendeu.  Era muito tarde.

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