Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

IMPOSTO DE RENDA

Sem correção da tabela, contribuintes terão orçamento prejudicado

17 JAN 2011Por INFOMONEY11h:17

Para os trabalhadores e contribuintes brasileiros, 2011 começa sem um importante item: a correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física), que vinha sendo atualizada pela alíquota fixa de 4,5% desde 2007, mas que, neste ano, não teve correção.

Sem a atualização da tabela, muitos trabalhadores que receberam aumento salarial no último ano correm o risco de nem perceber o ganho maior, já que o imposto retido pode anular a elevação.

Sem aumento
Esse é o caso da advogada Viviane Klajn, que com o salário maior passou a outra faixa de tributação e terá que pagar mais imposto. “A não correção da tabela vai prejudicar, e muito, a minha renda. O aumento salarial e o bônus que conquistei no final de 2010 serão alvos de desconto pelo Fisco”, lamenta.

A advogada conta ainda que, se não precisasse pagar mais impostos, destinaria o valor que receberia de aumento à construção de patrimônio para a aposentadoria. “Essa diferença seria destinada ao PGBL e outros investimentos relacionados com aposentadoria”.

A não correção afeta também as finanças do engenheiro Ricardo Gonçalves Patrício. “Alimentação, educação e lazer serão os grandes prejudicados na minha casa. Reduzo quantidade e qualidade dos alimentos. Cursos que poderiam ser úteis profissionalmente terão que ser postergados. E o lazer fica restrito a assistir TV sem o percentual descontado”, conta o profissional.

Fim da correção
De acordo com o presidente do CRC-SP (Conselho Regional de Contabilidade), Domingos Orestes Chiomento, a correção não foi renovada porque o governo está preocupado com o aumento da inflação. "Tanto é verdade que a maior preocupação no início deste governo é fazer um corte no orçamento público, pois os gastos do governo incharam as contas públicas por conta das eleições”, declarou.

Ainda segundo ele, não dá para saber se neste ano, ou no próximo, a correção voltará a vigorar. “Depende da força política dos agentes da sociedade impingir ao governo”, afirma Chiomento.

As Centrais Sindicais não pretendem dar o assunto por encerrado. Na próxima terça-feira (18), junto à Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CGTB e CTB realizarão manifestações em diversas cidades cobrando a correção da tabela do Imposto de Renda.

“Pretendemos ingressar com ações na Justiça Federal para corrigir esta injustiça com os trabalhadores. É bom ressaltar que milhares de trabalhadores passarão a pagar imposto de renda após os reajustes salariais do ano passado”, adianta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele se refere a trabalhadores antes isentos e que, com um aumento salarial, passam a ganhar R$1.499,15 e terão 7,5% desse valor descontado para o pagamento do IRPF.
 

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