Segunda, 18 de Dezembro de 2017

Sem acordo amigável, Santos aciona empresas do pai de Neymar na Justiça

12 FEV 2014Por terra05h:00

No dia seguinte às declarações de Zinho, gerente de futebol do Santos, dando conta que o clube cobraria na Justiça por eventuais adulterações nos valores da venda de Neymar ao Barcelona, o clube alvinegro emitiu nota oficial dizendo que acionou duas empresas do pai de Neymar, que admitiu ter feito um pré-acerto com o Barcelona ainda em 2011.

"Após esgotadas as tentativas de obtenção amigável de contratos e documentos firmados entre NN Consultoria Esportiva e ou Neymar Sports Marketing com o Barcelona (...), o Santos distribuiu na tarde da segunda-feira, dia 10, no Fórum de Santos, medida judicial com pedido de liminar contra as citadas empresas", explicou a nota publicada pelo Santos, que pretende ter acesso total aos documentos.

Quando o Santos renovou o contrato de Neymar, em 2011, o clube catalão pagou 10 milhões de euros à empresa do pai de Neymar, como garantia para ter a preferência em 2014, data do fim do contrato. Em maio do ano passado, o clube alvinegro vendeu o atacante ao Barcelona alegando ter recebido 17,1 milhões de euros (cerca de R$ 49 milhões na época).

No entanto, os valores foram maiores, pois o Santos também recebeu 7,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 23 milhões na época) apontados no contrato como "colaboração" - esse item compreende a preferência na compra dos direitos de Victor Andrade, Giva e Gabriel e dois amistosos, sendo um já realizado.

Segundo o gerente de futebol do Santos, os departamentos jurídico e financeiro do clube analisam a operação para saber se houve prejuízo financeiro. O Grupo DIS, que detinha 45% dos direitos de Neymar, também entende que levou a pior nessa negociação.

"A ação do Santos busca obter tais documentos para permitir que sejam analisados, a fim de que o clube tenha conhecimento das razões que justificam o recebimento de importâncias por tais empresas acima citadas sem a participação do Santos FC e dos demais detentores dos direitos econômicos do atleta", apontou a nota, indicando possíveis irregularidades na negociação.

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