sábado, 21 de julho de 2018

festa da petista

Seguranças chegaram a barrar senador e governador

1 NOV 2010Por 02h:15

O resultado da eleição só foi divulgado depois das 20 horas deste domingo, mas os convites para a festa da petista Dilma Rousseff num hotel cinco estrelas de Brasília começaram a ser feitos dois dias antes, na sexta-feira. Cada um dos convidados recebeu uma pulseira de cor diferente. Os mais importantes ganharam a roxa, que lhes dava acesso à suíte presidencial alugada pela presidente eleita. Os demais – nas cores amarela, cinza e vermelha – tinham acesso apenas a um outro andar, especialmente alugado para o convescote vip de Dilma com governadores, ministros, prefeitos e parlamentares aliados. Como o assédio foi muito grande, seguranças começaram a barrar quem não tinha a tal da pulseirinha. Um deles foi o senador reeleito Magno Malta (PR-ES).

Nervoso, Malta armou um barraco. "Agora é assim, venceu a eleição não precisa mais da gente", reclamou o senador a Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e um dos portadores da pulseira roxa.

Carvalho disse que o presidente Lula não compareceria ao hotel porque ali seria realizada uma festa exclusiva da candidata e dos seus aliados. "O Lula não vai para a festa, não quer ofuscar a Dilma. Ele quer emitir agora o sinal de que o Brasil tem um novo presidente." O encontro com Lula foi planejado para o final da noite, no Palácio da Alvorada, com pouquíssimos participantes.

Os seguranças contratados pela campanha de Dilma não conheciam parte dos governadores. Os que chegaram mais tarde, no meio do tumulto provocado por militantes que portavam bandeiras vermelhas e gritavam muito, acabaram barrados. Um deles foi Cid Gomes (PSB), do Ceará. Mas Cid contornou o problema e conseguiu passar depois de convencê-los de que era não só governador de um Estado, mas também aliado.

O mais aplaudido ao chegar foi o ex-ministro José Dirceu. Para entrar no hotel Dirceu teve de ser protegido por uma dezena de seguranças. "Dirceu guerreiro do povo brasileiro", gritavam os militantes.

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