Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

Segurança puxa crescimento de condomínios fechados na Capital

Segurança puxa crescimento de condomínios fechados na Capital
17/06/2012 13:15 - LUCIA MOREL


O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi/MS), Marcos Augusto Neto, afirma que a segurança é, de fato, o que mais chama atenção nas dezenas de empreendimentos desse tipo em construção em Campo Grande. “A busca por esses espaços está sempre ligada à segurança”, assegura.

 
A arquiteta e urbanista Victória Delvízio, concorda e completa: “cada vez mais as famílias passam um tempo maior fora de casa, seja por conta das horas de trabalho, seja com os filhos na escola e a casa fica vazia. Essa mudança no comportamento social direciona as pessoas a buscar uma forma maior de segurança e os condomínios, de certa forma, proporcionam isso”.
 
A moradora do residencial Nova Suécia, no bairro Tiradentes, Cláudia Silveira, afirma que a busca por segurança foi o que a fez optar por morar em um condomínio. “Até 2000, quando mudei para cá, morava no bairro São Francisco. Nunca fui assaltada, mas tinha medo, porque o comércio do meu marido foi roubado e desde então fiquei com medo e resolvemos nos mudar para um residencial”.
 
Fechados para a cidade
Se de um lado há segurança dentro do condomínio, de outro, o lado de fora está mais inseguro. Victória Delvízio afirma que esses empreendimentos, estão, em sua maioria, localizados em áreas distantes e com grandes vazios urbanos. “O lado de fora desses condomínios é cada vez mais desabitado, o que gera a sensação de insegurança e os moradores acabam perdendo a coragem de andar na rua”.
 
Isso, para a arquiteta, é o lado negativo dos condomínios, que de tão fechados, “de alguma forma se fecham para a cidade”. Ela lembra que esses empreendimentos nada mais são que mini cidades, alguns contando inclusive com espaços de compra. “Para quem está dentro desses espaços, a segurança até existe, mas para a cidade, potencializa a insegurança”.
 
Para o presidente do Secovi, os residencias que vem sendo erguidos são bem localizados e ao invés de promover a insegurança, levam desenvolvimento. Ele cita o Alphaville, na saída para Cuiabá e o Damha, atrás do Parque dos Poderes. 

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...