segunda, 23 de julho de 2018

Segurança puxa crescimento de condomínios fechados na Capital

17 JUN 2012Por LUCIA MOREL13h:15

O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi/MS), Marcos Augusto Neto, afirma que a segurança é, de fato, o que mais chama atenção nas dezenas de empreendimentos desse tipo em construção em Campo Grande. “A busca por esses espaços está sempre ligada à segurança”, assegura.

 
A arquiteta e urbanista Victória Delvízio, concorda e completa: “cada vez mais as famílias passam um tempo maior fora de casa, seja por conta das horas de trabalho, seja com os filhos na escola e a casa fica vazia. Essa mudança no comportamento social direciona as pessoas a buscar uma forma maior de segurança e os condomínios, de certa forma, proporcionam isso”.
 
A moradora do residencial Nova Suécia, no bairro Tiradentes, Cláudia Silveira, afirma que a busca por segurança foi o que a fez optar por morar em um condomínio. “Até 2000, quando mudei para cá, morava no bairro São Francisco. Nunca fui assaltada, mas tinha medo, porque o comércio do meu marido foi roubado e desde então fiquei com medo e resolvemos nos mudar para um residencial”.
 
Fechados para a cidade
Se de um lado há segurança dentro do condomínio, de outro, o lado de fora está mais inseguro. Victória Delvízio afirma que esses empreendimentos, estão, em sua maioria, localizados em áreas distantes e com grandes vazios urbanos. “O lado de fora desses condomínios é cada vez mais desabitado, o que gera a sensação de insegurança e os moradores acabam perdendo a coragem de andar na rua”.
 
Isso, para a arquiteta, é o lado negativo dos condomínios, que de tão fechados, “de alguma forma se fecham para a cidade”. Ela lembra que esses empreendimentos nada mais são que mini cidades, alguns contando inclusive com espaços de compra. “Para quem está dentro desses espaços, a segurança até existe, mas para a cidade, potencializa a insegurança”.
 
Para o presidente do Secovi, os residencias que vem sendo erguidos são bem localizados e ao invés de promover a insegurança, levam desenvolvimento. Ele cita o Alphaville, na saída para Cuiabá e o Damha, atrás do Parque dos Poderes. 

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