segunda, 23 de julho de 2018

SAÚDE

Secretário de Saúde de Três Lagoas contesta ação movida pelo MP contra prefeitura

23 JAN 2011Por ROBERTO COSTA11h:34

“A prefeitura de Três Lagoas não foi negligente, omissa, tampouco desobediente em relação ao que foi determinado pelo Ministério Público no que diz respeito à transferência do paciente Florentin Garcia para Campo Grande. Pelo contrário. Tivemos sim a responsabilidade de mantê-lo na UTI enquanto aguardávamos vaga em Campo Grande”. Foi com esse comentário que o secretário municipal de Saúde, Sérgio Jeremias contestou a ação pública movida pelo MP contra a prefeitura, que acusa a Administração Pública de desobediência e possível improbidade administrativa.

De acordo com documento, datado no dia 16 de janeiro, o Poder Público deveria tomar providências imediatas sobre a transferência do paciente para a Santa casa de Campo Grande, onde deveria receber os cuidados necessários.

Entretanto, segundo documentos exibidos pelo secretário, o município tentava a transferência do paciente desde o dia 12, quatro dias antes da data determinada pelo MP, o que só não ocorreu devido à negativa de vagas em UTI em Campo Grande.

“Tentamos a transferência todos os dias desde o dia 12. A ambulância estava pronta, o profissional de saúde que o acompanharia também, entretanto, seria irresponsável tirá-lo da UTI e transportá-lo 330 km sabendo que não haveria como tratar dele em Campo Grande”, explicou o secretário.

De acordo com o secretário, mesmo sem transferência, Três Lagoas fez o que pôde pelo paciente. Contudo, o município não dispõe de condições técnicas que assegurasse o tratamento do paciente, que tinha um abscesso na coluna, necessitando do atendimento de um neurocirurgião.

Na sexta-feira (21) Jeremias passou o dia em Campo Grande, onde manteve encontro com representantes da secretaria de Estado de Saúde, visando encontrar soluções para melhorar a saúde de média e alta complexidade em Três Lagoas.

“Quero, por exemplo, que a rede pública tenha um neurocirurgião. Só que o profissional, simplesmente, não basta. Ele precisa de equipe, estrutura e equipamentos para trabalhar. E para tudo isso, eu preciso de recurso financeiro. É isto que pretendo garantir em Campo Grande”, informou o secretário.

Segundo Jeremias, ele tem empreendido esforços para garantir que ninguém precise sair de Três Lagoas para se tratar.

“Estou me empenhando pra isso, mas sei que isso não acontece da noite para o dia. Mas tenho plena certeza que, amparado pela prefeita Márcia Moura, que também se preocupa muito com a questão, estamos no caminho certo”, completou o secretário.

Com informações da Assessoria de Comunicação

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