Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Secretaria de Minas diz que segundo mineiro foi identificado no México

15 SET 2010Por 18h:15
     

        A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social de Minas Gerais disse na tarde desta quarta-feira (15) que o Itamaraty confirmou que o corpo do mineiro Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foi identificado entre os mortos na chacina no México, no dia 24 de agosto. Ele e mais 71 pessoas teriam sido mortos por integrantes do cartel Los Zetas, segundo sobrevivente equatoriano. O massacre aconteceu no estado de Tamaulipas, nordeste do país.

        O Itamaraty disse nesta quarta-feira (15) que as impressões digitais dos dois mineiros que o governo brasileiro enviou ao México foram identificadas entre os mortos na chacina. E que a família de Hermínio já foi avisada da morte do jovem nesta quarta-feira (15). Mas o órgão afirma que o ofício enviado ao Brasil pelo governo do México não traz os nomes dos dois mineiros assassinados na chacina. A morte de Juliard Aires Fernandes, de 20 anos,  já havia sido confirmada pelo Itamaraty no dia 28 de agosto.

        A Sedese disse que está providenciado o traslado dos corpos para Minas Gerais, e que a família de Santos já foi avisada da identificação do corpo.

        Juliard Aires Fernandes era natural de Santa Efigênia de Minas e Hermínio Cardoso dos Santos é natural de Sardoá. As duas cidades estão localizadas na região do Vale do Rio Doce, a pouco mais de 300 quilômetros de distância de Belo Horizonte. Os dois jovens, que eram amigos, moravam em Sardoá e viajaram juntos para o México. Eles tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos quando aconteceu a chacina.

        De acordo com o prefeito de Sardoá, Edvaldo Carvalhaes de Souza, a cidade, que tem como principal atividade econômica a agropecuária, hoje tem como importante renda o dinheiro enviado pelos moradores que trabalham fora do Brasil. Esse envio de ajuda representa de 25% a 30 % da economia da cidade, diz o prefeito.

        Souza explica que os agenciadores, que ajudam pessoas a entrarem ilegalmente nos Estados Unidos, agem escondidos e a prefeitura só fica sabendo que um morador saiu da cidade em um esquema ilícito quando chega ao destino ou quando acontece uma tragédia, como a de Tamaulipas. ?Começou em Governador Valadares, há uns 20 anos, e como aqui tem muita influência de Governador Valadares, essas pessoas cresceram com a cultura, ou fantasia, de que os Estados Unidos é melhor do que o Brasil ou a região?, comentou o prefeito.

         

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