Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

LA NIÑA

Seca deve reduzir safra de soja argentina

27 DEZ 2010Por Ariel Palacios (AE) 02h:45

O fenômeno climático “La Niña” está gerando intensas preocupações entre produtores agrícolas argentinos, que temem que os efeitos meteorológicos possam acarretar graves problemas à produção da soja em 2010/2011, além de complicações para a própria economia do país. E, caso sejam confirmadas as projeções de queda na produtividade, produtores brasileiros podem ser beneficiados, embora também não estejam livres do efeito climático.

Semanas atrás, a Bolsa de Cereais de Rosário havia calculado que a produção da safra seria de 49,5 milhões de toneladas, valor significativamente inferior aos 55 milhões da colheita realizada no início deste ano e menor do que a estimativa de 52 milhões elaborada pelo Ministério da Agricultura, que prometia ser um recorde nacional.

Na semana passada, porém, a revista especializada “Oil World” foi ainda mais pessimista do que a Bolsa de Cereais e indicou que a colheita de soja da Argentina poderia oscilar entre 43 milhões e 48 milhões de toneladas.

Entre as áreas mais afetadas pela falta de chuvas está a zona noroeste e oeste da maior província do país, Buenos Aires; a província de Entre Ríos; a área sul e norte de Córdoba (a área central da província teve chuvas regulares nas últimas semanas); Santiago del Estero e o sul de Corrientes.

Segundo a Bolsa de Cereais portenha, a área total a ser semeada é de 18,5 milhões de hectares. Isso equivale a 200 mil hectares a menos do que a superfície prevista no início de dezembro.

“O ano de 2011 dependerá muito do clima dos próximos dias”, afirmou em declarações ao jornal “Perfil” o maior produtor de soja da Argentina, Gustavo Grobocopatel, presidente do Grupo Los Grobo. “Se chover, a Argentina crescerá. Mas, caso não chova, o crescimento será baixo.”

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