sexta, 20 de julho de 2018

COMÉRCIO

SCPC diz que 48% devem até 3 parcelas

25 NOV 2010Por ADRIANA MOLINA00h:00

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que 71% dos brasileiros com dívida têm como principal pendência o cartão de crédito. Em Campo Grande, segundo o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o perfil do devedor não segue o apurado nacionalmente, já que, na Capital, em 43% dos débitos atrasados estão em crediários de lojas, nos chamados “carnês próprios”.

Isso significa que 51,3 mil dos 107 mil inadimplentes verificados pelo SCPC em Campo Grande têm pendências do tipo. E, na maioria dos casos, em 48%, o devedor está com mais de três carnês em atraso. Outros 26% estão com, pelo menos duas cobranças da modalidade não quitadas. De acordo com o orgão, não há estimativa, em valores, de quanto isso represente.

Segundo o gerente do SCPC, Valdineir Ciro de Souza, os números revelam que, diferente do padrão brasileiro, a Capital ainda tem forte a cultura da compra em carnê. Os consumidores preferem a proximidade com o comerciante, em vez de um relacionamento bancário, mais distante da loja.

“Até vemos o cartão se inserindo nesse contexto, mas ainda de forma voltada a essa proximidade, pois as lojas agora estão adotando cartões próprios”, explica. Conforme Souza, as grandes redes, que estão em todo o País e com filiais aqui, a medida têm sido uma aposta em manter essa proximidade com o cliente, mas de forma mais moderna.

Outras dívidas
Os cartões de crédito de bancos, que representam maior parte das dívidas no cenário nacional, aparecem em segundo lugar na pesquisa do SCPC entre os endividados com nome inscrito no órgão. O “dinheiro de plástico” foi resposta de 34% dos inadimplentes entrevistados.

Já outro produto bancário, o cheque, tem sido cada vez menos usado, e hoje responde apenas por 7% das dívidas na Capital. O estudo ainda revela que, a maior parte dos débitos em aberto registrados são com o comércio varejista (52%), seguido dos bancos (24%), e das prestadoras de serviços (15%).

Em valores, no total, são quase R$ 57 milhões, sendo que cerca de 37% desse montante se refere à pendências de mais de R$ 2 mil.

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