Segunda, 18 de Dezembro de 2017

MAIS MÉDICOS

Satisfeita, médica cubana anda de ônibus e mora no Aero Rancho

16 FEV 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Desde que chegou a Campo Grande por meio do “Programa Mais Médicos”, há três meses, a médica cubana Líbia Esther Hernandez, 42 anos, reveza-se entre o atendimento diário à população e uma especialização na área de saúde da família, feita uma vez por semana. A rotina seria como a de qualquer médico do município, não fossem alguns detalhes – para locomover-se até a Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) onde atua, no Jardim Batistão, ela quase sempre utiliza transporte público e mora em um condomínio no Conjunto Aero Rancho, próximo ao bairro onde trabalha. Assim como Líbia, esse é o cotidiano de mais quatro médicos cubanos intercambistas na Capital, situação que contrasta com a de muitos médicos recém-formados que fazem residência na cidade. A reportagem está na edição de hoje do jornal Correio do Estado

“Estou contente de estar aqui. (MS) é um estado muito bom, até agora todas as pessoas se portaram muito bem conosco”. É assim, com um sorriso e falando pausadamente (sempre) em espanhol, que a médica descreve a estadia em Mato Grosso do Sul e Campo Grande, no intervalo entre uma consulta e outra no posto de saúde, durante entrevista exclusiva ao Correio do Estado. A conversa, com aproximadamente 20 minutos de duração, foi acompanhada pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde e pela gerência da UBSF.

O idioma diferente não interferiu em nenhum momento da entrevista, a não ser quando questionada sobre seu salário e se ele tem sido suficiente para manter-se na cidade, momento em que a profissional disse não entender a pergunta. Questão repetida, a resposta foi em tom de cautela, sem citar números nem como é exatamente a forma de repasse do auxílio para moradia, transporte e alimentação. A reportagem é de Daniella Arruda.

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