terça, 17 de julho de 2018

REELEITO

Sarney segue à frente do Senado até 2013

1 FEV 2011Por terra14h:01

O ex-chefe de Estado José Sarney, um dos líderes mais influentes da aliança que apoia a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi reeleito nesta terça-feira como titular do Senado para os próximos dois anos.

Sarney recebeu uma arrasadora maioria de 70 votos a favor durante a instalação da nova legislatura brasileira e assim como presidiu o Senado durante os últimos dois anos de gestão do ex-chefe de Estado Luiz Inácio Lula da Silva, o fará pelos próximos dois anos do Governo de Dilma.

O veterano dirigente conservador disputou o cargo com o senador Randolfe Rodrigues, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que integra a oposição de esquerda e obteve somente oito votos.

Na eleição, de caráter secreto, foram registrados dois votos em branco e um nulo. No Senado instalado nesta terça-feira, os 11 partidos que integram a coalizão governista contarão com clara maioria, 52 dos 81 senadores.

Sarney, nascido 24 de abril de 1930, presidiu o Senado outras três vezes, é o principal dirigente do PMDB, e é considerado como um dos mais influentes políticos.

Está na política desde meados da década de 50 e durante a última ditadura (1964-1985) serviu aos militares como chefe de partido, embora depois tenha dado as costas e uniu-se aos setores mais democráticos do conservadorismo nacional.

Em 1985, nas primeiras eleições convocadas pelo regime militar, foi candidato a vice-presidente, mas acabou governando o país pela morte de seu companheiro de chapa e presidente eleito, Tancredo Neves, alguns dias antes da posse.

Sarney presidiu o Brasil na transição em direção à democracia em um período em que estava latente a sombra da ditadura e também levou as primeiras eleições diretas em 1989, vencida por Fernando Collor de Mello, destituído em 1992 por corrupção.

O veterano político é reconhecido por sua grande obra literária, pela qual em 1980 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Durante o ano passado, Sarney foi alvo de diversas denúncias de corrupção, que não foram comprovadas nem chegaram à justiça, apesar da oposição ter tentado processar e, inclusive, ter pedido sua destituição da Presidência do Senado.

Teve início nesta terça-feira ainda as atividades na Câmara dos Deputados, com 513 membros, os quais elegerão à tarde a mesa diretora.

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