Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

CASA PRÓPRIA

Saques do FGTS crescem 34% em MS

15 OUT 2010Por ADRIANA MOLINA04h:00



O aquecimento no mercado imobiliário e o aumento do emprego formal contribuíram para que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre janeiro e agosto desse ano, fosse usado em Mato Grosso do Sul, para fins de habitação por 5.154 trabalhadores. O montante é cerca de 34,4% maior aos 3.835 verificados pela Caixa Econômica Federal no ano passado.
Em valores, o acréscimo é de 22,4%, já que os saques saltaram de R$ 23,7 milhões para 29,1 milhões, entre 2009 e 2010, segundo o banco. O gerente regional da Caixa, Claudio Rubbo, credita o aumento ao atual cenário econômico brasileiro, que tem favorecido os contratos de aquisição e construção de imóveis e, proporcionalmente, influenciado no uso do FGTS para a habitação aqui no Estado.
“Esse tem sido um ano bom para o setor imobiliário, de aquecimento nos negócios, que, somado ao fato do crescimento dos empregos com carteira assinada nos últimos anos, gerando FGTS, motivam o uso do Fundo, principalmente, em aquisição do primeiro imóvel, responsável hoje por quase 80% dos saques”, pondera.

Regras
Desde que o trabalhador tenha pelo menos três anos de conta do FGTS, não possua outro imóvel na cidade, nenhum financiamento em vigor no País pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o imóvel desejado não ultrapasse o valor limite de R$ 500 mil, entre outras regras, é possível usar o fundo para compra ou construção da casa própria.
Existe ainda outra possibilidade, a de quitação ou pagamento de parcelas de imóveis financiados. Seguindo as mesmas regras da construção e aquisição é possível utilizar anualmente o fundo para amortização de parte ou toda a dívida. Embora seja menos usada do que a de compra, a modalidade é interessante para os que têm qualquer tipo de financiamento imobiliário.
O cobrador Sérgio Vieira de Castro, foi um dos beneficiados pela possibilidade de uso do FGTS na habitação. Ele, que trabalha há 11 anos  na mesma empresa, conta que já fez uso das duas modalidades.
Quando tinha oito anos de saldo acumulado conseguiu comprar um apartamento dando cerca de 22% do valor total como entrada, extraído do FGTS. “Depois disso, já amortizei parcelas por dois anos consecutivos do mesmo imóvel”, conta.

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