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São Paulo vai gastar R$ 37 milhões em consultoria sobre lixo

23 MAI 2011Por folha18h:30

A Prefeitura de São Paulo planeja mudar todo o modelo de contratos e fiscalização da limpeza urbana na cidade. Para isso, vai contratar, por R$ 37 milhões, uma empresa de consultoria que terá três anos para elaborar o projeto --ganhará cerca de R$ 1 milhão por mês.

O edital, publicado na última sexta-feira para receber sugestões dos interessados, prevê que a empresa irá ajudar a Secretaria de Serviços na elaboração do plano diretor de resíduos sólidos e na montagem de novos sistemas de fiscalização da limpeza urbana.

Ela também vai apontar mudanças necessárias para melhorar o sistema de coleta de lixo e varrição de ruas.

Em outubro de 2009, a gestão Gilberto Kassab (de saída do DEM para fundar o PSD) anunciou que iria mudar o modelo de contratos para a varrição de ruas. As novas empresas teriam de cuidar também da limpeza de bocas de lobo.

Indecisão

A contratação da consultoria pela Prefeitura de São Paulo aponta que a administração ainda não sabe muito bem o que fazer nesse setor na cidade.

Os contratos com as atuais empresas vencem em menos de seis meses, no próximo dia 3 de novembro.

Uma licitação desse porte normalmente leva mais tempo para ser concluída. Dificilmente a prefeitura conseguirá assinar os novos contratos a tempo.

Para a varrição de ruas não ser suspensa na capital paulista, serão necessários contratos emergenciais.

Confusão

A origem da confusão na coleta e na destinação do lixo produzido em São Paulo está em uma lei aprovada em 2002, durante a gestão de Marta Suplicy (PT).

A lei definiu o que é lixo "divisível" --domiciliar e de saúde-- do "indivisível" --basicamente o coletado na varrição das ruas. Cada serviço tem de ser prestado por um grupo diferente de empresas. Desde então, há confusão no serviço na cidade.

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