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2014

São Paulo tem até julho para mostrar que quer abrir Copa do Mundo, diz Orlando Silva

28 MAI 2011Por AGÊNCIA BRASIL14h:35

O ministro do Esporte, Orlando Silva, deu hoje (28) um prazo para que a cidade de São Paulo mostre que quer realmente sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, até o fim de julho, as autoridades locais precisam demonstrar na prática que a maior cidade do país tem condições de receber o primeiro jogo do Mundial.

Silva disse que, nas últimas semanas de julho, representantes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) estarão no Brasil para eventos relacionados à Copa de 2014. Para ele, até lá, a construção do novo estádio paulistano e outras obras de preparação da cidade precisam ser iniciadas para que a capital paulista se garanta como cidade-sede.

“O limite para São Paulo mostrar o que pretende em 2014 será o final de julho, quando as autoridades da Fifa estarão aqui”, afirmou o ministro, em evento na capital paulista. “Até lá, São Paulo terá que demonstrar que quer participar da Copa de 2014”, completou.

Silva disse ainda que a decisão da Fifa de não realizar a Copa das Confederações (torneio preparatório para a Copa do Mundo) em São Paulo é grave. É também um sinal de que a cidade não vem cumprindo os requisitos para receber o Mundial.

O ministro, entretanto, afirmou que confia nas autoridades locais e espera que a decisão da Fifa sirva de alerta. “São Paulo tem que aprender com o fato lamentável de ter ficado excluída da Copa das Confederações, trabalhar mais rápido, preparar o estádio para participar do Mundial e, sobretudo, um estádio capaz de receber a abertura da Copa de 2014.”

Segundo Silva, a “posição secundária” que a cidade vem assumindo no que se refere à Copa do Mundo é “uma crônica de uma morte anunciada”. Na avaliação do ministro dos Esportes, o governo estadual anterior não agiu como deveria e comprometeu a relevância da participação paulistana no Mundial. “O governador Geraldo Alckmin herdou uma situação de inércia do governo anterior”, disse. “Mas essa é a realidade, e ele vai ter que enfrentar junto com a prefeitura de São Paulo.”

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