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Santos diz que Neymar pai exigiu autorização e negou acesso a contrato com Barça

Santos diz que Neymar pai exigiu autorização e negou acesso a contrato com Barça
30/01/2014 06:00 - terra


O Santos se manifestou após o documento divulgado pelo pai de Neymar, assinado em 8 de novembro de 2011 pelo presidente licenciado do clube, Luis Álvaro Ribeiro, que autorizou o jogador a negociar com outros clubes. Mesmo fora do pronunciamento, ocorrido à imprensa selecionada pelo próprio clube na tarde desta quarta-feira, na Vila Belmiro, o Terra teve acesso ao conteúdo.

O presidente em exercício, Odílio Rodrigues, disse que a mesma foi uma exigência do próprio pai do jogador para renovar o último contrato com o clube, no mesmo ano, e ainda explicou que teve negado o acesso ao contrato em que o Barcelona pagou 40 milhões de euros (cerca de R$ 133 milhões) a N&N, empresa criada pelo Neymar pai.

Odílio externou ainda que se reuniu na noite de terça, na Vila Belmiro, com Neymar da Silva Santos e o advogado. Além dele, estiveram presentes membros do atual Comitê Gestor e da antiga formação, como o ex-diretor de futebol Pedro Luiz Conceição. No encontro, pediu para que o próprio Neymar pai publicasse a autorização concedida pelo Santos.

O documento foi divulgado pouco antes do pronunciamento, iniciado às 16h30 (de Brasília), e desmentiu Luis Alvaro que disse, em entrevista à Rádio ESPN, de que nunca soube de qualquer negociação feita há três anos. O próprio dirigente é quem assina a carta, sendo descartada, portanto, qualquer hipótese de aliciamento do clube catalão.

"O Barcelona não aliciou ninguém. Os 10 milhões de euros não foram para o Neymar, foram para a N&N. Eu tinha a autorização para trabalhar para a N&N. Tenha a certeza que tinha a autorização do Santos", declarou Neymar pai.

O principal ponto, no entanto, foi que o dirigente também pediu para que Neymar da Silva Santos abrisse o contrato da N&N com o Barcelona. O mesmo foi negado sob alegação de uma "cláusula de confidencialidade". "O Santos estuda como ter acesso aos documentos e, se entender que tem dinheiro que caracterize a transferência do Neymar, certamentamente vai pleitear os seus direitos", disse Odílio ao SporTV.

Na Espanha, o Ministério Público investiga uma denúncia de um sócio do clube espanhol, Jordi Cases, sobre a negociação. Cases entrou com uma ação alegando que os valores da negociação superavam os 57 milhões de euros (cerca de R$ 188,9 milhões) anunciados oficialmente.

A justiça abriu ação contra o então presidente do Barcelona, Sandro Rosell. O jornal espanhol El Mundo divulgou que o valor total chegaria a 95 milhões de euros (cerca de R$ 314,8 milhões).

Um dia após, o novo presidente abriu os detalhes do contrato para justificar a diferença entre os valores divulgados. Os catalães afirmaram não haver fraude e elevando o custo da negociação para 86,2 milhões de euros (cerca de R$ 285,6 milhões), sendo quase metade à empresa do pai do atleta.

O Santos garante que ter recebido apenas 17,1 milhões de euros (R$ 54 milhões à época). Do montante, só teve direito a 55%, ou 9,4 milhões de euros (R$ 29,7 milhões), já que o Grupo DIS recebeu 40% da transação, enquanto a Teisa, grupo formado por conselheiros influentes, 5%. O clube ainda acertou por 8 milhões de euros (R$ 24 milhões) a preferência aos catalães na compra três promessas das categorias de base, além dos amistosos acordados.

"O presidente (Sandro Rosell) nos respondeu com uma cópia para a Fifa. Confirmou os 17,1 milhões ao Santos e alegou que os outros 40 milhões de euros não foram ao Santos e a nada ligado ao Santos, mas pagos a outros protagonistas da negociação, sem identificá-los", disse Odílio.

Felpuda


As várias e várias mensagens que vêm sendo trocadas em grupos fechados, e para poucos, são de que algumas alianças poderão acontecer, mas mediante a troca de comando em alguns órgãos importantes. Seriam entendimentos para atender siglas de matizes bem diversos que vêm tentando criar dificuldades para vender facilidades. Se as negociações forem concretizadas, tornarão os caminhos sem muitas barreiras. A conferir.