terça, 17 de julho de 2018

SAÚDE

Santa Casa busca R$ 44 milhões para investir em reformas

27 OUT 2010Por bruno grubertt03h:00

 A Junta Interventora da Santa Casa de Campo Grande entregou ontem ao prefeito Nelsinho Trad projeto para reforma de setores situados em nove andares do hospital, entre eles os setores de pediatria, cirurgia geral e assistência neonatal. O projeto também inclui a aquisição de equipamentos permanentes para o Centro de Atenção Cardiológica e para o Centro de Referência Neuro Cirúrgico. O orçamento inicial para as revitalizações é de R$ 44 milhões.

O prefeito recebeu o projeto ontem à tarde, durante reunião de prestação de contas da Junta Interventora, quando afirmou que já conversou com o ministro da saúde, José Gomes Temporão, com quem deve reunir-se na próxima semana para entregar os documentos e pedir recursos para as reformas. "Já conversei com o ministro Temporão e vou levar a ele o projeto para que seja incluído na programação deste ano e os recursos saiam ano que vem", disse Trad.

De acordo com o projeto apresentado ontem, as reformas começam no subsolo 2, com reforma de 50 m², aquisição de equipamentos e material permanente. No primeiro andar, serão revitalizadas três Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). No segundo andar, o Centro Cirúrgico, Unidade de Tratamento de Queimaduras e Centro de Referência Ortopédica também serão reformados. As obras no terceiro andar contemplarão o Centro de Assistência Materno Neonatal. Nos andares cinco e seis, o projeto prevê revitalização do Centro de Cirurgia Geral e do Centro de Atenção Pediátrica.

Necessidade
A medida, segundo o diretor da Junta Interventora do Hospital, Jorge Martins, é uma necessidade para melhorar as condições de atendimento. Ele reconhece que a infraestrutura do hospital tem capacidade limitada, mesmo com as reformas já executadas. "O nosso maior problema é de capacidade física. Então, em vez de falar mal da Santa Casa porque paciente fica no corredor, tinha que agradecer porque a Santa Casa acolhe essas pessoas. Acolhe, põe no corredor e atende, não dá as costas", disse Martins.

Segundo ele, a falta de infraestrutura nos hospitais do interior é uma das causas da superlotação e do grande número de atendimentos que tem de ser feito na Santa Casa. O diretor estadual de atenção à saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, Antônio Lastoria, rebateu a informação dizendo que o gverno estadual tem investido no fortalecimento do atendimento a pacientes no interior.

"O Estado está dividido em 11 microrregiões e o Estado tem favorecido a atenção básica nos municípios. O SUS (Sistema Único de Saúde) reconhece que essa é a única saída para evitar que se tenha um colapso na saúde", afirmou Lastória. Segundo ele, a vinda de pacientes do interior para a Capital é uma questão "histórica e cultural", e contribui para o aumento dos custos.

De janeiro a setembro deste ano, foram feitos 5.396 atendimentos na Santa Casa, 53.232 exames e 1.789 cirurgias, segundo relatório apresentado ontem.

Leia Também