MENSALÃO

'Salvei o Brasil do José Dirceu', diz Roberto Jefferson

'Salvei o Brasil do José Dirceu', diz Roberto Jefferson
06/08/2012 00:00 - TERRA


O ex-deputado federal Roberto Jefferson deixou o hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, ontem (05). Ao lado da mulher, o presidente nacional do PTB e réu no processo do mensalão saiu caminhando e revelou que está acompanhando o julgamento da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). "A minha luta era com o Zé Dirceu. Ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Caímos os dois", afirmou.

Internado desde o último dia 26 de julho para a retirada de um tumor maligno do pâncreas, Roberto Jefferson tem grandes chances de cura, segundo os médicos, e disse estar se sentindo "muito bem". Antes de ser considerado totalmente recuperado, ele vai passar por um tratamento que envolve, entre outros procedimentos, quimioterapia leve.

Ao deixar o hospital, Jefferson disse ainda que assistiu a fala do procurador-geral da República Roberto Gurgel no STF, na última sexta-feira. Para ele, o procurador "foi muito eficaz, apesar da prova ser frágil em muitos momentos". "Ele tem razão em muitas coisas que ouvi durante as cinco horas do seu relatório e não tem razão em muitas coisas também, vamos acompanhar", disse.

Questionando sobre o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o mensalão, Jefferson afirmou que "reitera" a sua posição. Na época da denúncia, em 2005, o depurado inocentou o ex-presidente e afirmou que ele reagiu como tivesse "levado uma facada nas costas".

O ex-deputado não revelou se viajará para Brasília para acompanhar o julgamento. Disse apenas que torce para que se faça Justiça.

Mais magro e com ar cansado, Jefferson contou que recebeu o diagnóstico de câncer com serenidade. "Eu sou um guerreiro. Já peitei o PT sozinho de frente. O que não vou fazer com um câncerzinho de pâncreas? Dou de pau nele."

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".