quinta, 19 de julho de 2018

Sakineh é novamente condenada a 99 chibatadas, diz seu filho

5 SET 2010Por 11h:15
     

        A iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por adultério e assassinato, foi sentenciada a outras 99 chibatadas, segundo informações de seu filho publicadas neste sábado, 4, na revista digital francesa La règle du jeu

        Sajjad Mohamadi Ashtian foi entrevistado por telefone pela jornalista franco-iraniana Armin Arefi. Segundo Sajjad, sua mãe recebeu a condenação novamente por haver propagado "a corrupção e a indecência" pela publicação de uma foto sua sem véu em um jornal britânico.

        "O advogado de minha mãe, Hutan Kian, foi informado ontem por prisioneiras do cárcere que acabavam de ser libertadas", disse Sajjad de Tabriz, noroeste do Irã, onde sua mãe está presa. "Depois, ele entrou em contato com o juiz independente da prisão, que confirmou a pena.

        O diário Times publicou em 28 de agosto a foto de uma mulher sem véu que apresentou como Sakineh. A fotografia, na realidade, era de uma ativista política iraniana que mora na Suécia.

        Na sexta, o Times pediu desculpas a seus leitores e afirmou que a foto foi entregue por Mohamad Mostafaei, segundo advogado de Sakineh, que disse tê-la conseguido das mãos do filho da iraniana. Sajjad negou que a foto era de sua mãe.

        Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

        Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

        O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.

         

        (Informações do Estadão)

         

        
 

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