CAMPO GRANDE

Safras ruins e alta provocam reajuste no litro do etanol na Capital

Safras ruins e alta provocam reajuste no litro do etanol na Capital
15/03/2011 00:02 - Laís Camargo


Abastecer o veículo tem trazidos péssimas surpresas nas últimas semanas. Ontem o Sindicato dos Postos de Combustíveis de Mato Grosso do Sul anunciou novo reajuste na gasolina e no etanol. Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, o consumidor pagava em média R$ 1,98 pelo litro do etanol, e desde ontem está pagando R$ 2,10, ou seja, 6% de aumento. Já a gasolina teve acréscimo de 2,2% e passou a custar R$ 2,75 o litro, seis centavos a mais do que custava na semana passada.

Em três semanas o preço da gasolina subiu 3,3% para o consumidor. Já o etanol teve aumento de 8,2%. Porém, os motoristas que possuem carros flex ainda têm a possibilidade de escolher qual combustível é mais vantajoso em cada período do ano.

Motivos para o aumento

Vários fatores vêm ocasionando a alta no preço do combustíveis, a maioria deles vem direto da lavoura. "Em 2009 tivemos um problema de excesso de chuvas. Deveríamos ter produzido 31 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzimos apenas 23 milhões. Já em 2010 aconteceu o contrário, a seca deixou a safra estável e não tivemos o aumento esperado na produção", aponta Roberto Hollanda, presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia em Mato Grosso do Sul (Biosul).

Outro índice que subiu, foi o de motoristas com carros flex, o que fez aumentar a procura por etanol nos postos de combustível. Este mês estamos no período de entressafra, o plano dos produtores era antecipar a produção, mas novamente as chuvas atrapalharam. Portanto, é possível que novos aumentos ocorram em breve nas bombas de combustível.

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Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".