sexta, 20 de julho de 2018

Rússia suspende fornecimento de gás à Ucrânia

1 JAN 2009Por 13h:40
     

        Da redação

        A Rússia suspendeu o fornecimento de gás natural para a Ucrânia depois de não ter alcançado um novo acordo de venda do combustível ao país vizinho antes do vencimento do contrato, ontem. No entanto, o fluxo de gás da Rússia para a Europa segue normal. Uma delegação de Kiev ficou trancada na sede da OAO Gazprom - que detém o monopólio do produto na Rússia - para tentar negociar um novo contrato. Contudo, a Ucrânia negou a proposta da Rússia de aumento dos preços em 2009, o que levou a OAO Gazprom a fechar a torneira.
        A empresa, por sua vez, informou que os negociadores ucranianos não estavam autorizados a assinar um novo acordo ontem. "O problema não estava em concordar com um preço. O problema é que nossos colegas ucranianos não estavam preparados para assinarem um novo contrato, pois eles não tinham um mandato para fazerem isso", disse o porta-voz da Gazprom, Sergei Kupryanov, à tevê estatal russa. A Gazprom propôs um aumento de 40% nos preços do gás natural para a Ucrânia, uma oferta que foi rejeitada por Kiev.
        Kupryanov disse que a proposta da Ucrânia para pagar US$ 201 por 1 mil metros cúbicos de gás, comparado com o preço pago em 2008 de US$ 179,5, foi recebida apenas hoje. No início desta semana, a Ucrânia começou a pagar os US$ 2 bilhões em atrasados para a Gazprom pelo gás fornecido em novembro e dezembro, e Kupryanov disse que as negociações continuarão. O porta-voz da Gazprom disse que o fornecimento de 110 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural para a Ucrânia foi completamente suspenso às 5 horas (de Brasília), mas que as exportações para a Europa, por meio do território da Ucrânia, continuarão normais. A Rússia envia, diariamente, 326 milhões de metros cúbicos de gás para a Europa.
        Um impasse similar entre a Rússia e a Ucrânia em 2006 levou Kiev a interromper o fluxo de gás para a Europa, que depende da Rússia para suprir um quarto das necessidades de gás. Reforçando os temores de uma repetição daquela situação, a estatal de energia ucraniana Naftogaz enviou ontem uma carta para a Gazprom ameaçando confiscar o gás que passa pela Ucrânia destinado à Europa a partir de hoje. (inoformações do Estadão)

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