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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

Roubos encarecem o preço do seguro do carro

2 JUL 2012Por band13h:00

Não apenas o consumidor que se alarmou ao ter de renovar o seguro do carro este ano. As próprias seguradoras acenderam o alerta vermelho diante do grande “vilão” do reajuste dos preços das apólices: as taxas de roubo e furto de veículos, que cresceram em praticamente todo o país desde o fim do ano passado.


Para tentar combater o problema, as companhias de seguro se uniram às fabricantes de automóveis e à polícia. A inédita “força-tarefa”, entretanto, ainda não tem uma data para apresentar medidas. “Essa situação não é boa para as seguradoras”, diz Neival Freitas, diretor executivo da Fenseg (Federação Nacional dos Seguros Gerais). No fim do ano passado, a previsão era de que as apólices ficassem, em média, 15% mais caras. Mas, em algumas cidades, esse reajuste pode ser ainda maior, devido à explosão dos índices de criminalidade.

No Distrito Federal, por exemplo, as ocorrências de roubo de veículos cresceram 82% nos primeiros dois meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em Piracicaba, no interior de São Paulo, os roubos praticamente dobraram na comparação entre maio deste ano e de 2011. “Essa tendência vem se repetindo em todas as cidades, umas mais que as outras. E nós não sabemos o porquê”, afirma Neival Freitas.

Outro fator que tem contribuído para o encarecimento das apólices de seguro é o gasto das companhias com serviços de mecânica e funilaria. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) coloca o setor de serviços como o item que mais tem puxado a inflação. E, para alguns economistas, ele já superou a inflação.

Prudência

Finalmente, outro responsável pelos reajustes praticados pelas seguradoras é o próprio motorista. Com mais acidentes, as taxas de sinistralidade aumentam, e as companhias repassam a conta de seus gastos para o consumidor. “Por isso, a realização de campanhas de conscientização no trânsito é muito importante”, comenta Neival.

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