Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

CAMPANHA

Ronaldo cancela jantar com Dilma Roussef

14 OUT 2010Por FOLHA ONLINE18h:54

O atacante corintiano Ronaldo cancelou o jantar que havia planejado com a candidada do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Inicialmente marcada para esta quinta-feira, a "sabatina" promovida por Ronaldo em sua casa, na capital paulista, teria a presença de jogadores de futebol e jovens empresários. Houve o adiamento para a noite de sexta-feira, segundo informou a coluna de Mônica Bergamo na Folha.

Mas, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, o atacante do Corinthians anunciou o cancelamento.

"Tinha reforçado o convite a Dilma para este segundo turno, mas, como vocês podem ver, a campanha está pegando fogo para os dois lados. Então não vai acontecer o jantar. Deixando claro mais uma vez que não apoiei, não deixei meu voto a nenhum dos candidatos. Eu só queria mesmo era saber dos projetos para a minha classe, que apesar de todos acharem que é uma classe favorecida, é uma classe abandonada. Só 3% dos jogadores ganham mais de R$ 10 mil, é muito pouco", afirmou Ronaldo.

Procurada pela Folha.com, a assessoria de imprensa da candidata confirmou existir um "problema de agenda" em relação ao jantar, "o que não significa que não possa acontecer até o final do segundo turno", completou.

No primeiro turno das eleições, o atacante corintiano recebeu o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, em sua casa, junto a outros jogadores do Corinthians.

"Eu reuni alguns companheiros e ofereci um jantar ao Serra, no qual fizemos uma "mini-sabatina" com ele. E foi ótimo, porque ele respondeu nossas dúvidas em relação ao esporte, a projetos futuros para nossa classe, e foi incrível. Desde então, a gente tentou também com a Marina Silva (PV) e com a Dilma. Em campanha, a agenda é feita com muita antecedência, eu compreendo", completou o atacante corintiano, que disse ter pensado apenas por um segundo em um possível cargo de Ministro do Esporte.

"Imaginei um segundo e voltei correndo para cá (Corinthians). Não seria um cargo político, seria técnico, então acho que poderia ajudar muito o esporte, mas não sei quantos dias tem que trabalhar um ministro, não sei essas coisas. Mas também não houve convite, nem eu me ofereci", concluiu Ronaldo.

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